Reclamações 27/04

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Re: Reclamações 27/04

Mensagem por Morgane C. Nightdream em Seg 15 Abr - 10:10

Nome: Morgane Cameron Nightdream.
Idade: 12 anos.
História: Desde criança, ela era cobrada para ser a melhor, independente das circunstâncias. Sua mãe, uma bem sucedida no ramo jornalístico. Bonita. Carismática. Gentil. Não podia ser de menos, aquele - pelo que Morgane sabia - era seu maior sonho. E nem mesmo uma filha impediria-a de segui-lo. Talvez fosse o fato de ela não estar preparada para aquela jornada de ser mãe ou quem sabe um lapso de personalidade? Talvez tenha sido de propósito, talvez ela soubesse realmente o que fazia, mas talvez não. Por trás daquela jornalista de sorriso fácil e raciocínio rápido, havia uma pessoa que não muitos conheciam; dentre estes a que mais se destacava era, com toda a certeza, Morgane.
A morena sempre havia estudado em internatos. Sua mãe não possuía tempo para desfrutar com a filha, e , mesmo quando tinham, eram em datas marcadas coma antecedência e nunca havia um simples demonstração de amor entre a loira e a morena. E, nesse cotidiano frio, ela cresceu.
Apesar de a morena ser sorridente e amigável com todos, diante da mãe tudo mudava. Ela simplesmente fazia com que as barreiras surgissem ao redor dela.
Tinha amor? Não de sua mãe que parecia odiá-la. O máximo de carinho que recebia era, talvez, da babá, Claire. Tinha amigos? Nenhum de verdade, os poucos com quem conversava só estavam atrás do dinheiro da mãe dela.
Seu mundo caiu quando, com 11 anos, recebeu uma notícia que deixaria a qualquer ser em pânico: sua mãe havia morrido. Aquela que lhe colocara no mundo e nenhum carinho dera a ela. Tudo por causa do seu maior sonho, que por fim a afundou. Morgane sentiu muita tristeza pela morte da mãe, não tinha mais ninguém. Na verdade, qualquer sinal que Morgane demonstrasse de reclusão era incomum, porque até mesmo com a mãe sendo ausente do jeito que era, sempre foi alegre e comunicativa.
Tinha medo do que seria dali para frente. Com quem e como viveria? A mãe não tinha muitas amizades e muito menos, família. Depois do enterro da mãe, a garota apenas trancafiou-se em seu quarto, deitando na cama. Sentiu algo estranho no travesseiro, uma carta estava pousada ali. Nela, estava escrito: "Venha até Long Island. Tenho as respostas que você necessita...Estou lhe mandando isso a pedido do seu pai." E no verso, um endereço.
Não é preciso dizer que ela foi sem pensar duas vezes, pediu ao motorista da mãe que a levasse. Não arrumou a mala com muito, algumas roupas, sapatos e seu inseparável ursinho Pooh - a única coisa que sabia ter sido dada a ela pelo pai. Apenas sentia que deveria ir até lá. Não sabia em que sua intuição resultaria, mas qualquer coisa estava valendo.
O caminho foi longo, quatro horas de carro. O motorista estranhando o lugar em que pararam perguntou à menina se era ali que deveria deixá-la. A menina assentiu com a cabeça, apenas confirmando com o motorista, o endereço. Saiu do carro com a pequena mala na mão, subindo a colina. Os dizeres "Acampamento Meio-Sangue" eram lidos em letras enormes. Morgane não entendeu o que fazia ali, mas daria a si mesma uma chance e iria perguntar ao primeiro que ela visse que lugar era aquele.
Entrou no AMS, vendo as lindas paisagens do lugar e as pessoas, a maioria treinando, correndo de um canto a outro. Meio perdida, apenas saiu andando em busca de qualquer tipo de orientação. Não muito depois, a pequena apenas foi chamada. Um centauro gentil chamado Quíron explicou tudo a ela e também lhe mostrou o lugar. Já a noite, fora deixada apenas na porta do Chalé 11 e antes de dormir, apenas orou aos deuses: "Pai, quem quer que você seja, obrigada por me trazer aqui. Agora eu tenho, ao menos, uma chance de ser feliz de verdade". E dormiu, sorrindo.

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Reclamações 27/04

Mensagem por Kirito Wong em Seg 22 Abr - 20:13

Nome : Kirito Wong
Idade: 16
Quero ser reclamado por Hermes...mais não tem a reclamação ali então vou postar a história aqui:


Kirito não conheceu seu pai. Não conheceu sua mãe. A irmã Merredhyt, uma das freiras que trabalhavam o orfanato em que vivia, dissera que o haviam encontrado numa cesta dourada às portas do local, com cabelos tão loiros que diziam ter sido beijados por anjos. "Foi deus quem te deixou a nossa porta" dizia Merredhyt, sempre que Kirito lhe perguntava o porquê de estar num orfanato. Merredhyt sempre fora a irmã favorita de Kirito, era a mais gentil e dissera ter se afeiçoado ao garoto desde que o encontraram à soleira da porta. Foi à própria que o ensinou a andar, falar e o incentivou a frequentar as escolas públicas próximas. Foi Merredhyt que o animou a praticar esportes, fazendo com que se tornasse quase uma lenda na escola. Merredhyt era quase tão próxima de Kirito quanto uma mãe. Kirito amava Merredhyt de coração, conseguiria viver feliz ao seu lado. Porém seu inferno estava apenas começando...

~♦~♦~♦~


- Morreu? - esganiçou-se Kirito. A sua frente, sentada sobre uma grande mesa de salgueiro estava a irmã Carlline. Extremamente antipática e rabugenta, a irmã Carlline era a coordenadora do orfanato.
- Sim garoto, morreu! Por acaso é surdo? - latiu ela, sorrindo, enchendo um copo com conhaque de uma garrafa que havia retirado de uma gaveta em sua mesa. Apesar de ser uma irmã, nunca resistia a esse pecado. A idosa virou a dose de um gole só e logo já tinha o copo cheio novamente.
- Mas morreu como? - Questionou Kirito, com a voz aguda pelo desespero.
- Bah! - grunhiu a irmã Carlline, balançando a mão esquerda num gesto de indiferença. Todos sabiam da extrema antipatia entre a irmã Merredhyt e a irmã Carlline. A falecida sempre arrumava confusão com a idosa sobre o modo de como esta tratava os órfãos que viviam ali- Foi esfaqueada, pelo que sei... Que azar em moleque, parece que você atrai a morte para as pessoas próximas de você!
A velha se desatou a rir, grandes manchas vermelhas enrubesciam suas molengas maçãs do rosto, indicando que já estava mentalmente alterada. Claro que isso não a impediu de beber mais.
- Como assim? - perguntou Nicolas, arregalando os olhos.
- Ora, já é a segunda moça morta esfaqueada na frente do orfanato. A nossa querida falecida irmã Merredhyt e a outra moça morta que estava ao seu lado quando te encontramos.
- Moça morta...? É mentira! A irmã Merredhyt dizia que Deus tinha me deixado aqui, num cesto dourado... - Kirito não acreditava mesmo nessa história, porém defender as palavras da falecida irmã parecia o certo a se fazer.
- Cesto dourado?! -Interrompeu a irmã Carlline, rindo cada vez mais a medida que ia consumindo sua bebida -A única cor que vi em seu cesto foi o rubro, criança! Você estava todo empapado pelo sangue da mulher! Deus tem mandou... Hahaha! Que ideia mais estúpida, por que acha que o Senhor mandaria um moleque para cá? A irmã Merredhyt mentiu pra você, moleque! Ela era uma mentirosa, uma burra...
A fúria inundou os ouvidos de Kirito, que se ergueu rapidamente e chutou com violência a cadeira em que estava sentado.
- A irmã Merredhyt era gentil! Ela era a melhor... Ela deveria ser a coordenadora, e não você! Sua velha gorda e estúpida!
A idosa apenas olhou para Kirito, porém não havia raiva em seus olhos. Havia divertimento, um cruel divertimento. A mulher gorda se ergueu, era uma cabeça mais baixa que Kirito, porém era cinco vezes mais larga. Ela apoiou o copo em sua mesa e olhou o adolescente nos olhos, um sorriso crispou-se em seus carnudos lábios.
- A irmã Merredhyt não era mentirosa é? Bem, então porque ela não te contou a história toda? Moleque, a moça que morreu ao seu lado, quando você era um bebê, era sua mãe! Sim, você tinha os mesmo cabelos dela, até mesmo os olhos, agora que paro para pensar... Acredita que ela estava debruçada sobre você quando o encontramos como se quisesse o proteger? Outra idiota! O poderia ter afogado em sangue...
-Não chame minha mãe de idiota...! - Começou a dizer Kirito, cerrando os punhos e olhando para a irmã Carlline com absoluto ódio. A idosa riu, replicando com a voz cheia de veneno:
- Chamo sim! A retardada achou que poderia te esconder de mim! Mas não, eu consigo farejar um meio-sangue poderoso! No inicio, achei que poderia ser um filho de Ares, Atena ou até um filho dos três grandes! Sua aura é poderoso menino! Mas queria ter certeza, queria saber de sua identidade, mas você me frustrou! Não é poderoso o bastante para ser um filho dos três, isso se tornou óbvio depois de um tempo! Você mal consegue erguer um saco de farinha, você é muito fraco para Ares ou Hefesto! Tira notas medianas e não é nem um pouco engenhoso, por isso Atena está fora de questão... Todo o trabalho que tive, para nada! Tive de matar sua maldita mãe para poder tomá-lo e quando consegui o que aconteceu? Aquela desgraçada da Merredhyt se botava em meu caminho sempre que eu me esgueirava para o seu quarto a noite... Bem, ela não vai mais se meter entre nós, não é?
A gorda idosa começou a rir. Kirito não se lembrou de ter avançado contra a irmã Carlline, nem de ter pulado sobre a mesa ou agarrado o gordo pescoço da velha. Porém quando se deu conta, os dois estavam no chão e Kirito esganava a irmã Carlline com ambas as mãos.
-Eu vou matá-la! - gritou, colocando mais força no aperto-Sua desgraçada, eu vou te matar!
A mulher apenas sorriu, como se ele nem a estivesse machucando. Os olhos verdes e sem vida da velha foram se tornando amarelas, sem pupilas, fendas. Por entre os dentes que iam se tornando presas, uma língua ofídica escorregou e cheirou o ar. Com um sobressalto, Kirito percebeu que o corpo da mulher estava se alongando e ao olhar para trás, percebeu que as pernas da idosa haviam se transformado em dois troncos de cobra.
- Vosssscê quer brincar, meio-ssssssangue? - perguntou a irmã Carlline, sorrindo diabolicamente - que assssssssim sssssseja!
A mulher agarrou o pescoço de Nicolas e o atirou para o lado, se livrando de seu aperto. O garoto caiu a dois metros de distância, se chocando com a parede e caindo no chão, tonto. A mulher cobra se ergueu e abriu outra gaveta em sua mesa, que deveria ser mágica ou algo assim, porque de lá retirou uma enorme lança. Carlline não deu tempo, ela avançou rapidamente em direção a Kirito em seu estranho gingado de cobra e tentou lhe espertar na barriga. Nicolas teve de usar toda sua destreza adquirida de anos de esportes para tirar o corpo do caminho e se jogar para o lado. Um estrondo vindo as suas costas indicou que a arma havia atingido o lugar em que estava um segundo atrás, e pelo barulho, havia feito um grande estrago. Novamente ela avançou, erguendo a lança em cima da cabeça e descendo com toda força em direção ao garoto. Novamente, ele jogou o corpo para o lado como muitas vezes antes fizera para escapar de tackles no futebol americano e correu em direção a porta.
- Pare de sssssse essssssquivar! Pare de sssssse esssssssssquivar! - guinchou a irmã Carlline, retirando a lança dos destroços que outrora fora uma mesinha de canto. Com a mão livre, ela apanhou um pedaço grande de madeira e o atirou em Kirito. O projétil foi de encontro a nuca do garoto, o atirando no chão, atordoado -Agora vosssscê é meu!
Kirito estava no chão, sem reação. Tudo pareceu correr em câmera lenta: Uma gorda mulher cobra deslizava em sua direção, sua lança em riste e pronto para trespassar seu corpo. Em seu rosto uma risada diabólica. Em seus olhos uma fome voraz, depois de tanto tempo, finalmente conseguira seu jantar.
-Nããão! - gritou Kirito, agarrando a haste da lança quando estava a centímetros de sua pele e jogando todo o seu peso contra ela para mudá-la de direção. Sentiu o metal frio rasgar sua pele na altura das costelas e a ponta da lança se chocar com a madeira do soalho ao seu lado. Conseguira desviar a trajetória da lança e evitar um golpe fatal, porém o corte latejava e sangrava bastante.
- Muito sssssssagassssssz ssssssemi-deussss, porém agora é o sssssseu fim! - O monstro tentou puxar a lança do chão, porém Kirito a segurou fortemente com as duas mãos. Com um chute, o garoto atirou Carlline para trás. O garoto se ergueu, empunhando a lança com as duas mãos sem ter a mínima ideia de como se usava a arma. A irmã Carlline riu, se dirigindo a sua mesa de salgueiro e pegando outra arma de sua gaveta mágica, dessa vez um tridente de bronze.
A mulher cobra investiu com o tridente apontado diretamente para seu coração. Kirito, que nunca havia usado nem lança nem arma nenhuma na vida, se lembrou de quando jogava beisebol no colégio e fez a única coisa que sabia fazer com um bastão. Imaginou a cabeça do monstro como uma bola de beisebol e rebateu com toda força. A lança se espatifou contra a têmpora da mulher, pegando-a desprevenida e fazendo com que cambaleasse e caísse chapada de costas no chão. Nicolas não esperou para ver se a mulher estava morta ou não, arrancou o tridente das mãos flácidas da irmã Carlline e o atirou contra a janela, fazendo com que o vidro se quebrasse. Nicolas saltou por entre os cacos de vidro pontudos e afiados e caiu em pé sobre o jardim que havia ao lado do orfanato. Assim que seus pés tocaram a grama, sentiu uma dor cruciante nas costelas e caiu de cara no chão. Com o impacto, seu ferimento começou a sangrar mais profusamente e logo sua camisa estava empapada pelo sangue.
- Você está bem?
A voz que Kirito ouvira era desconhecida. Ergueu os olhos se deparou com um garoto baixo, aparentemente de sua idade. Usava uma calça jeans surrada, tênis de cano alto, uma camiseta laranja e um boné dos Padres. Parecia ter acabado de sair por entre as árvores do jardim e tinha uma expressão assustada no rosto.
- Quem...? - tentou dizer Kirito, tomado de repente por uma enorme exaustão.
- É melhor irmos - Disse o garoto, assim que ouviu um urro vindo do escritório da irmã Carlline -Confie em mim, vou te levar para um lugar seguro!
Filhos de Hermes

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