Reclamação (Atena - 04/05/2013)

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Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Kenzie Kirsch Elks em Sab 13 Abr - 17:42

Nome? Jude Kirsch Elkz
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Atena
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)

Jude Kirsch Elkz guarde muito bem esse nome, pois quando ficar famosa provavelmente nem vou me lembrar de quem você é... Mesmo tendo apenas 15 anos já tenho todo o plano de minha vida montado por um bom tempo, claro que alguns imprevistos sempre podem acontecer porem para tudo se dá um jeito, digamos que tudo não passa de um grande plano estratégico, pretendo continuar no acampamento por onde já tenho morado por quase 3 anos, isso depois de uma longa história até chegar aqui, mas depois de toda aquela bagunça consegui voltar a organizar tudo em minha vida, como já disse estou aqui no acampamento desde meus 13 anos, meus pais mal falam mais comigo depois que quase explodi a casa da família com todos junto, bom na verdade não fui eu quem fiz isso, mas sim as criaturas que estavam atrás de mim, foi ai que fugi de casa, ao menos eu achei que isso seria melhor para eles, no começo mandava algumas cartas, mas depois de um tempo não me dei mais ao trabalho de fazer isso, eles nunca me respondiam nada, pelo caminho depois que já ter descoberto o que eu era acabei encontrando algumas amigos que tinham problemas bem parecidos com os meus e assim chegamos até o acampamento.

Foi pouco antes de meu pai assumir que eu não era filha de Laurie que e me contar de quem eu realmente era filha que os ataques começaram a acontecer, até esse ataque em que quase morri junto com todos, depois disso minha madrasta não me queria mais em casa, eles tinham filhos pequenos e eu era um risco para eles, era o que ela falava, mas na verdade sempre acreditei que ela era quem era um risco para a humanidade, não sabia como meu pai que era um homem de tão grande conhecimento tinha se casado com ela que mais parecia uma porta, mas segundo ela, era apenas amor e ele não tinha culpa dela ter tido poucos recursos para estudar quando pequena. Assim eu que sempre tivera as notas mais altas da classe em todas as matérias tinha me tornado o problema da família para todos eles e preferido manter todos vivos, mesmo sabendo que nem todos eles teriam feito isso por mim e foi assim que cheguei ao acampamento depois de conhecer Julian e Louis, irmãos gêmeos, suspeito que ambos eram filhos de Hermes ou Apolo, nunca tive muita certeza sobre isso e nem eles mesmo descobriram, foi com eles que aprendia a manejar um arco e flecha que hoje em dia era uma de minhas paixões. Nunca soube filho de quem eles eram, pois ambos assim como eu chegaram aqui com vários ferimentos e não resistiram, fui a única que sobrou.

Como boa filha de Atena não largo nunca de ter algum livro junto de mim, não importa qual seja a situação e com o tempo ando me tornando grande devota de Artêmis, ainda mais depois de conhecer Hector McKenzie Backer, filho de Ares, ficamos juntos por mais ou menos uns 6 meses, sabia que ele era bi, mas nunca esperei que seu amor por mim fosse tão falso assim, ao contrário do amor que sentia por ele, amor que hoje não existe mais, hoje tudo não passa de ódio. E assim penso em unir minhas duas paixões em apenas uma, me tornando agora uma caçadora, de forma que poderei aumentar ainda mais minha maestria com arco e flecha colocando em todas as nossas caçadas meus planos estratégicos, e sendo imortal poderia finalmente ter tempo para adquirir conhecimento de várias e várias coisas como sempre quis, seria simplesmente a união perfeita depois de tantos problemas.
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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Atena em Sab 13 Abr - 18:09




Jude Kirsch Elkz, Reclamada.


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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Meena L. O'Grady em Sab 13 Abr - 19:55

Nome? Meena Lawrence O’Grady
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Atena.
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)

Toc Toc Toc. É o som que me acorda, mas não permito que meus olhos abram e não me movo, apenas afundo ainda mais minha cabeça em meu travesseiro. Primeiro dia de aula no colégio municipal, já deve ser a sexta ou sétima vez que mudo de escola. Expulsa por falar de mais, convidada a me retirar por não conseguir acompanhar o grupo de alunos, expulsa outra vez, sai de outra por todos me taxarem como louca só por que gritei com um homem que estava na porta da escola. Mas a questão é que ele tinha apenas um olho. Estou mais que convencida que vi apenas um olho, e só o fato do homem ter seguido meus amigos por quatro quadras, já é um motivo para que briguem com ele. Toc toc toc. O som aparece uma segunda vez, e agora, permito que meus olhos abram. Não posso me atrasar, não agora que prometi a mim mesma nunca mais sair de uma escola. Levanto devagar só para sentir uma grande pancada em minha cabeça. Tonta, tateio um objeto ao meu lado, até que meus dedos grudam-se na capa de um livro. Um livro? Sigo com meu olhar até a prateleira sobre minha cama, metade da prateleira soltou-se, e esse foi o único livro que caiu. Ótimo, o louco do meu pai prometera consertar isso, mas pelo visto ele perdeu-se em seus trabalhos e revisões. Afinal, isso é basicamente o que um professor de história faz. Meu pai é louco, fascinado por essas coisas, mas não posso julga-lo já que sou altamente louca por história. Além de monumentos, e é exatamente sobre isso que o livro que caíra em minha cabeça fala. Monumentos, um pouco sobre a arquitetura dos quatro cantos de todo o mundo. Coloco este livro em minha mochila escolar e sigo ao banheiro. Nunca fui muito vaidosa, não sei exatamente o motivo, mas não é algo que faz parte de minha personalidade. Escovo os dentes e faço minhas necessidades básicas, não penteio meu cabelo loiro nem ao menos passo maquiagem. Coloco um jeans e uma camiseta, ambos absurdamente básicos. Já em minha cama, calço meu All Star branco. Toc toc toc. O som é seguido por um – Mas que droga, Meena, quer se atrasar? – Reviro os olhos em silêncio, e coloco minha mochila nas costas enquanto caminho até a porta.

Uma coisa que você precisa saber em relação a meu pai, ele é louco. Desde seus 19 anos, ele trabalha em projetos históricos, como a busca por fósseis de dinossauros de dois anos atrás. Ele realmente sofreu muito, em uma expedição que fez a Grécia para escrever seu livro, conheceu uma mulher. Apaixonou-se por ela, que trabalhava como guia turística em um museu grego. E foi dessa paixão que eu vim. Meu pai ficou nove meses com a mulher, e durante a última noite de sua estadia, fui deixada na porta do quarto de Hotel em que meu pai se hospedara. É, minha mãe me abandonara. Mas ela deveria ser alguém de grande importância, já que me deixou em um berço de ouro. O pior é que não consigo sentir raiva quando penso nela, nem mesmo quando meu pai diz que somos parecidas. Cabelo loiro, olhos cinzentos. Quando dou-me conta, estou já na porta da escola. Sem olhar para meu pai, deixo o carro. A sensação que tenho quando o carro parte é tão forte que preciso me segurar na primeira pessoa que vejo para não sair correndo. É como e eu nunca mais fosse ver meu pai, minha casa, minha vida não tão comum estaria prestes a mudar. Duas meninas passam por mim, uma loiríssima e uma negra. Quando seus olhares cruzam-se com o meu, vejo que na verdade elas não tem olhos. E sim órbitas, órbitas negras. Nada além disso. Alguém grita meu nome, viro-me mas não encontro a origem disso. Sua vida está prestes a mudar, querida, mas apesar de tudo, fique viva.A voz soa em minha mente, uma mulher. Mas não é minha voz, nem de ninguém perto de mim. Noto uma mulher loira, do outro lado da rua, olhando diretamente para mim. É quando Luca entra em meu campo de visão.

A felicidade é tanta que jogo-me em seus braços. Luca, meu melhor amigo. Ele possui um problema nas duas pernas, o que não o faz andar direito. Sendo assim, ambos quase caímos – Luca, o que faz aqui? – Ele é meu único amigo, na verdade, É que sou meio antissocial, prefiro meus livros a companhia de pessoas. Mas Luca é totalmente especial para mim. Ele coça sua barba rala e sorri, o que o faz parecer bem mais velho, mas temos a mesma idade. Começamos a andar para dentro da escola – Acha mesmo que eu te abandonaria? Você é minha única amiga – Sua dificuldade de andar faz tudo parecer mais lento, de forma que levamos vinte minutos para chegar na sala de aula. Ao que parece, ninguém além das outras duas menias que vi fora da escola ocupam a sala. Sento em uma carteira, conversando distraidamente com Luca. Obviamente, falo mais do que ele, e meus assuntos hoje envolvem a Torre Eiffel, e sua história. Alguém cai sobre mim – Calada, meio sangue. – Meio... Hã? O que exatamente significa isso? A pancada em minha cabeça foi forte, mas surpreendentemente eu ainda estava acordada. Em um segundo, eu estava sentada em minha mesa conversando com Luca. Agora eu estou aqui, no chão, com uma menina loira em cima de mim mandando eu me calar. Não... Espera... Luca! Seu grito faz-me lembrar de sua presença, mãos fortes me puxam pelos ombros e estou de pé novamente. Aquelas duas não são humanas. A loira e até mesmo a morena adquiriram um tom pálido, as órbitas negras mais escuras e amedrontadoras do que nunca. Seus dentes, afiados, a mostra. O que diabos são essas coisas?

Luca não precisa gritar uma segunda vez, saímos correndo pelo corredor, procurando a porta de saída. Estou sem minha mochila, e correndo desesperadamente sabe-se lá do que. Luca murmura algo, que envolve não olhar para suas pernas. Não preciso de um aviso, para que eu olharia para suas pernas? A porta está a menos de um metro, e eu corro desesperadamente a frente de Luca. O som vindo de trás de nós não é bom, um grito, passos, mas parece que ninguém mais nota toda essa confusão. Abro a porta e saio pela rua, ótimo, estou fugindo do que mesmo? É quando Luca me empurra, grita, diz algumas frases que demoro a entender, e joga uma moeda grande e dourada no ar. Um carro surge, um taxi. Não pergunte-me de onde ele veio, uma hora não estava ali e outra hora estava. Luca se joga no banco de trás, e só tenho tempo de senti-lo puxando minha perna esquerda. Caio dentro do carro, em cima de algo extremamente peludo. Luca diz – Para o acampamento, Meena foi descoberta. Ela está pronta. – Oi? Descoberta? Pronta? Certo, essa não é a primeira vez que algo estranho me acontece. Mas, das outras, digamos que eu tenha dividido um elevador com uma mulher de chifres, trombei em um mendigo de um olho só, ou conversei com a coruja que apareceu na janela de meu quarto. Sim, conversei, eu falei e ela respondeu. Mas como nunca tive muitos amigos, sempre meio antissocial, nunca compartilhei os fatos com ninguém. A velocidade com que o carro anda me assusta, então Luca começa a dizer – Olha, Meena, fique calma. Seu pai será devidamente avisado sobre sua entrada no acampamento, lá você vai ter maiores explicações. Bom... Sabe aqueles Deuses Olimpianos que você tanto adora? – Não consigo responder, apenas balanço a cabeça – Bom, eles existem. E já que seu progenitor mortal é um homem, você é filha de alguma Deusa. Afrodite, Atena, Deméter... Bom, isso você verá no acampamento. – Os Deuses eram imortais, certo. Mas não eram lendas para explicar os raios, o mar, essas coisas? Mas... O carro para bruscamente, em meio de uma pequena estrada, algo assim. Estou tensa de mais para dizer qualquer coisa, as vezes sou assim, fico em silêncio para pensar. E com todas essas informações confusas que recebi, o silêncio é a minha única reação.

Juntamente com Luca, subo um morro. É uma subida fácil, devo admitir. Mais com Luca, fica bem mais devagar. É quando finalmente olho para ele, sem calças. E no lugar de suas pernas humanas estão pernas absurdamente peludas. Uma cabra? Talvez. Mas a visão me assusta tanto, que tento me afastar de Luca. Caio aos pés de um pinheiro, olhando o corpo meio animal de meu melhor amigo. Minha visão escurece, e a última coisa que vejo é um grupo de corujas pousando ao meu lado. Por que sempre corujas?
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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Alex B. Montecchio em Sab 13 Abr - 22:29


MONTECCHIO


Nome? Alexandre Bastazini Montecchio
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Atena/Minerva
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)


Antes de vir para os Estados Unidos eu estava incomodado. Talvez por ter lido Manifesto Comunista recentemente e absorvido um pouco do espírito de "la revolucion". Ou por, simplesmente, estar cansado de tanto viajar. Creio eu que a segunda opção seria mais coerente. Tenho 16 anos e já mudei 15 vezes de cidade, 7 de país e 3 de continente. Por sorte, sou autodidata, logo os idiomas e o conteúdo escolar ficaram em dia - apesar do déficit de atenção. Meu pai, doutor Pietro Bastazini Montecchio, é phD em astrofísica e optou por dar aula nas melhores universidades do mundo antes de se aposentar. E, obviamente, sou carregado na bagagem.

Não que eu esteja reclamando. Conhecer tantas culturas é fascinante e ser o cara novo tem lá suas vantagens. Entretanto, mudar frequentemente me afastou dos poucos amigos que tinha. Então estava torcendo pra que essa mudança fosse definitiva, e quem sabe eu iria pra Harvard ou pro MIT no ensino superior.

Eu já estava morando em NYC há três meses quando as coisas começaram a ficar estranhas. Quer dizer, sempre aconteceram coisas estranhas comigo. Como a vez em que minha babá tentou me matar - e eu só tinha 7 anos. Lembro de sua aparência de monstro, com asas e garras; mas meu pai dizia ser coisa do imaginário infantil - todos seus argumentos baseados em Freud. Por fim, meu velho a despachou. Esses riscos de morte, porém, não ficaram em Roma. Acompanharam-me em toda cidade que fui. E por que aqui seria diferente?
Acabei entrando em aulas de esgrima e boxe, só por precaução já que sou um ímã de serial killers, e gostei dos esportes. Enfim, a questão é que nesses últimos meses tive a sensação de estar sendo seguido. Sim, é mais instintivo do que racional. E sim, isso não faz muito meu estilo. Contudo, eu sabia que que não era algo pra ser ignorado, e passei a ficar mais atento.

E foi toda essa atenção que me trouxe até o Acampamento Meio Sangue. Antes de contar como, vou recapitular um pouco minha história. Meus pais se conheceram em uma convenção de mitologia greco-romana em Corinto. Ela, grega, e e ele, italiano. Acharam a coincidência engraçada e saíram juntos. Palestra vai, barzinho vem e aqui estou eu. Meu velho nunca falou porque ela foi embora, só desconversava com características vagas sobre minha mãe. Com o tempo cansei de perguntar. Mas na semana anterior meu passado voltou.

Um cara alto, corpulento, vestido em um sobretudo preto me abordou. Afirmou saber tudo sobre e minha mãe, e prometeu revelar a verdade se me encontrasse com ele no Metropolitan. A curiosidade superou a lógica e, mesmo sendo suspeito, eu fui - e olhe que patético, aguardei-o na sessão de mitologia. Quem dera eu pudesse ter conhecido o museu de modo agradável, sem um ciclope colocando uma adaga na minha garganta - isso mesmo, ciclope: um olho, comedor de gente, etc e tal. A prática com luta teve algum resultado, afinal consegui derrubá-lo em cima de um vaso chinês da era Meiji.

Ao sair do museu dei de cara com meu pai, que parecia exausto e alterado como nunca o tinha visto antes. Com ele estava meu porteiro manco que -surpresa!- descobri ser um sátiro. Há essa altura eu já tinha deduzido que mitologia estava mais para realidade. Meu velho falou que não estava seguro com ele, e me enxotou pro AMS. Acabo de saber que, além da restrição quanto aos celulares, meu livro do Trotski foi roubado por um filho de Hermes.

Mas o que me deixa tenso nesse acampamento medieval não são as ninfas, centauros ou o fato de minha vida ter virado de cabeça pra baixo. Meus conhecimentos científicos postos à prova, tão pouco. E sim ter a consciência de que a qualquer momento vou ter a certeza de quem é ela; e por outro lado, perder toda a certeza de um futuro antes planejado.



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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Atena em Dom 14 Abr - 12:54




Alex Montecchio e Meena L. O'Grady, Reclamados.


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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Jude L. Mormont em Ter 16 Abr - 0:37



Nome? Jude Underwood
Qual deus lhe agradaria como pai/mãe? Atenas
Conte um pouco da sua história. (20 linhas no mínimo)

COMO ME DESCOBRI MEIO-SANGUE


- Eu não quero ir de novo! - Gritei, trancando a porta pela centésima vez na vida. Meus tios Luci e Kevin batiam do lado de fora, suplicando por favor que eu arrumasse minhas malas pois estávamos atrasados. Nessa época eu tinha 12 anos, prestes a completar 13 e as coisas ficavam cada dia piores. Desde sei lá, quando eu nasci as coisas sempre foram estranhas pra mim, posso citar inúmeros exemplos, mas o que mais me marcou MESMO foi um dia na 2º série.

Nós tínhamos acabado de nos mudar pra Chicago, e eu estava tendo muita dificuldade em me habituar com o local, com o cotidiano novo e claro com a escola. Sair de uma cidadezinha pequena e pular pro meio do caos de Chicago me deixou com os nervos a flor-da-pele, o que é claro só piorou minha situação na escola, já que eu ainda não sabia ler e escrever direito devido ao deficit de atenção. Num desses dias minha tia Luci me deixou na escola junto com o Martin meu primo e filho deles. O Martin era legal, eu o amava como se fosse meu irmão mas ele era mais velho e já estava na 5º série, ou seja ele ficava do outro lado da escola, enquanto eu ficaria sozinha mais uma vez na sala de aula.

Entrei na sala sendo arrastada carinhosamente pela minha tia, ela me sentou no banco e disse - Jude, tente se comportar querida, eu sei que a mudança é cansativa, mas não faça nada de grave... só dificultaria mais termos de encontrar outra escola pra você... de novo. Eu suspirei cansada e disse - Tudo bem, mas aquela professora não gosta de mim - E olhei pra professora que fazia cara de limão azedo. Tia Luci riu, e eu sorri, e antes de ir ela disse - Lembre-se Jude, qualquer coisa me telefone ou ao Kevin, até mesmo ao Martin. E saiu andando nos seus pequenos passos nervosos.

Me recostei na cadeira, um pouco triste e alguns minutos depois a aula começou, a professora limão-azedo deu bom dia e disse - Queridos, eu preciso sair pra cuidar de assuntos pessoais, e como a escola não poderia deixá-los sem professor, eu trouxe a minha irmã para me substituir - Dito isto, uma moça loira, de olhos azuis e magra como um papel entrou na sala, se apresentou como Anne e sorriu pra turma. Eu fiquei surpresa, ela era totalmente diferente da nossa professora que parecia um jabuti de tão gorda e com a cara toda oleosa ainda por cima, mas bem ,sorri contente, ela era tão bonita... quem sabe fosse boa e divertida ao contrário da irmã. Depois da ladainha, a professora limão-azedo saiu da sala e deixou sua irmã conosco.

A aula começou indo bem, eu estava disposta a impressionar a professora portanto me esforcei ao máximo em não pedir ajuda na lição, e complementar tudo que pudesse das frases dela. As crianças entretanto pareciam sentir medo, e apesar de tudo vez ou outra eu mesma sentia um frio gélido percorrer minha espinha. Passada a primeira parte da aula, o sinal para o recreio tocou, todas as crianças saíram correndo da sala, algumas até deixaram a lancheira nas mesas. Eu estava fechando meu estojo já com a lancheira pendurada no braço quando a Profª Anne veio até mim e disse - Quão boa deve ser essa carne de meio-sangue? Eu olhei assustada, e fiquei mais assustada ainda quando ela me pegou pelo braço. Soltei um grito que foi abafado pela minha completa surpresa ao ver o rosto dela se transformando, e garras apertando meus pequenos braços, quando de repente... eu desmaiei.

Depois daquele dia nos fomos embora da cidade, e mesmo que eu insistisse na história da mulher monstro, meus tios e o Martin apenas sorriam achando que era coisa de criança assustada. O fato é que eles me diziam que Anne era uma sequestrada, e que queria me levar pra cobrar regaste, ela e a Profª limão-azedo estavam juntas nessa armação. Eu nunca acreditei muito nisso, eu ainda sentia o cheiro podre dela nos meus pesadelos, mas deixei passar, não foi a única vez que algo estranho me ocorreu.

Então, voltando aos gritos ensandecidos na porta do quarto. Dessa vez eu tinha decidido mesmo não ir, nos tínhamos saído de Illinois a 3 meses pra Nova York e eu tinha feito alguns amigos aqui, eu não queria deixá-los, eu não queria ir embora pra Memphis. Tudo culpa do tio Kevin com aquela porcaria de trabalho de repórter-investigativo, ele sempre nos fazia mudar de cidade a cidade pra fazer seu trabalho, Martin e tia Luci nunca reclamavam, e na verdade nem eu, afinal eu dependia deles desde bebê, meus pais morreram num acidente de carro quando eu nasci, e eles tinham me acolhido com todo amor. Mas eu não aguentava mais, aquilo tinha que ter um fim. Finalmente Martin bateu levemente na porta e disse - Hey Jude, mantenha a calma, faz o seguinte arruma as tuas coisas, papai e mamãe vão me ajudar a empacotar minhas coisas e todo o resto, quando você estiver mais calma me chama que eu te ajudo a levar pro caminhão, ok? Eu enxuguei uma lágrima enquanto ouvia meus tios dizerem que não deviam me deixar só, então eu disse - Tá bom, mas essa é a última vez.

Esperei alguns segundos, senti que eles tinham saído da porta. Peguei um casaco e pulei a janela caindo de bunda no chão, a casa não era alta apesar do meu quarto ficar no 2º andar, e além de tudo eu tinha facilidade em situações que demandassem algum pequeno esforço físico. Saí correndo, tentando não fazer barulho e segui direto pra casa do Jon, queria me despedir antes de ir embora. Chegando lá, ele não estava então eu decidi caminhar um pouco antes que anoitecesse totalmente e dessem pela minha falta em casa. Segui por alguns quarteirões, quando comecei a sentir que alguém vinha atrás de mim. Engoli em seco e apertei o passo, já estava escurecendo e eu pude notar a sombra daquele homem quase me cobrindo, virei o rosto mecanicamente pra trás e depois corri. Corri muito!

Entrava e saía das vielas mais estreitas mas sempre sentia os passos dele atrás de mim, numa dessas vielas vi Jon mancando do seu jeito costumeiro me chamar, gritei - Jon, saí daqui. SAÍ AGORA!! Mas ele não me deu ouvidos e saiu me puxando pela mão, nesse momento uma ira se apossou de mim e eu comecei a xingar o Jon, ele ia acabar morrendo por causa de mim. Ele me olhou assustado e disse que eu devia apenas continuar correndo que ele iria resolver tudo. Eu bufei, quase me virando pra trás pra mandar o maldito cara parar de me perseguir antes que eu enfiasse meu sapato na cara dele, mas quando notei já era tarde o homem estava me agarrando pela blusa, eu sentia o ar ir embora dos meus pulmões, mas não só pela corrida... o rosto dele, ele só tinha um olho... - AHHHHH - Gritei desnorteada e cheia de ódio daquela situação toda, me convenci de que não era um sonho quando notei que meu braço ia acabar quebrando de tanto que ele apertava com suas mãos de ferro.

Jon havia parado de correr e pela visão periférica eu notei que ele estava... tirando as calças. Olhei novamente para o ciclope e comecei a bater e cuspir naquela cara gigante e fedorenta, vi Jon pular em cima dele e pasmem... debaixo daquela calça e do andar manco haviam patas. Jon era um sátiro! Nessa hora eu quase fiquei tonta, mas me controlei, eu queria entender aquilo tudo, com a ajuda de Jon me soltei e peguei uma tampa de lixo daquelas bem grandes, joguei ela na cabeça do ciclope de modo que o deixei atordoado, Jon me ajudou nessa tarefa e quando corremos dali totalmente sujos e cansados, eu tinha certeza que o ciclope não nos perturbaria por hora.

Saímos de lá ainda correndo, ele me puxou e disse - Jude, Jude calma... Luci e Kevin... nos precisamos vê-los, vamos pra sua casa e lá te explicamos tudo, ok? - Eu ri, ri muito e de raiva, soltei a mão dele do meu braço e continuei correndo ao seu lado, eu ia saber sobre aquilo tudo finalmente, e dessa vez não seria enganada. Nem mesmo Jon que pensei ser meu amigo era verdadeiro. Chegamos em casa e Martin me recebeu com um abraço gritando pros pais que não precisavam mais me procurar. Eu me soltei dele e entrei com Jon que a essa hora já tinha colocado suas calças imundas.

Meus tios me abraçaram, mas eu me soltei novamente e disse - Não, não! Eu quero explicações, o que é isso tudo? Tinha um bicho de um olho só, era um homem, depois não, vocês não vão me enganar mais. Meus tios, Martin e Jon se entreolharam preocupados, Jon disse que não havia tempo e Martin me cutucou me mostrando minhas malas já feitas. Eu fiquei pasma, o que eles iam fazer comigo agora, pensei irritada. Titia pediu que eu me sentasse, e tio Kevin começou a falar - Jude, você é uma meio-sangue, filha de uma deusa com um humano... Sam, o seu pai era meu irmão, ele morreu como você sabe, mas antes ele nos explicou toda a sua história, e por isso mudei de emprego e nos sempre nos mudávamos, era pra evitar que algo pior te acontecesse... - Engoli em seco a raiva e continuei ouvindo a explicação, hm... acampamento meio-sangue, mas que droga deve ser essa, pensei.

No fim, eu tinha que ir embora, aparentemente Jon ia vomitar a qualquer instante e ali não era mais meu lugar, tinha que me preparar pra viver correndo de monstros agora. Martin levou minhas malas até a porta, eu fiquei triste por não poder mais ter meu primo perto. Jurei a mim mesma que muita gente ia pagar por isso. Abracei meus tios e no fundo agradeci a eles, que no final não tinham culpa de nada. Saí de casa com Jon, e o vi tirar uma moeda do bolso da calça, ele jogou-a pra cima e disse algumas palavras, revirei os olhos e vi um carro parar na minha frente. Ele me puxou e entramos no carro, espantosamente eu quase fiquei assustada com a forma como aquele automóvel corria. Algum tempo depois de muita tremedeira do Jon e do meu próprio silêncio irritado, saímos do carro em frente a uma colina.

- Ótimo, agora só falta você me dizer que temos de subir isso... - Jon me olhou assustado e disse - Jude, nós VAMOS subir e tem de ser rápido. E saiu me puxando pela mão numa corrida assustada. Quando estávamos quase no topo da colina ouvi rugidos ensandecidos, mas não olhei pra trás, usei o resto das minhas forças e corri ainda mais, até que chegamos na frente de um pinheiro, Jon disse alguma coisa e continuamos a correr, até que vi imagens de pessoas com camisetas laranjas, tudo foi ficando borrado e eu desmaiei, talvez de cansaço, talvez de ira e dor.


_________________

❤️ ------------------------------------------------------------------------------- And anytime you feel the pain Hey Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders. For well you know that it's a fool, who plays it cool, by making his world a little colder. Na na na na na na na na, hey jude don't let me down (♪
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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Atena em Ter 16 Abr - 12:56




Jude L. Mormont, Reclamada.


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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Johanna V. Bowes-Lyon em Ter 16 Abr - 22:35


Johanna!


Nome?Johanna Cecilia Vanster Bowes-Lyon
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Bowes-Lyon




Você então escova seus dentes sem nenhuma vontade de voltar para o quarto, um longo suspiro escapa de seus lábios, a lua brilha lá fora, você se debruça contra o peitoril da janela e vê dois lindos cavalos negros. Mas não vê só os cavalos, vê uma menina e menino. O que eles farão com os belos cavalos? Não podiam machucá-los não mesmo, não criaturas tão perfeitas.

O que está fazendo criança? Desça dessa jane... já é tarde você está cada vez mais perto do chão, seu sapato alto te atrapalha na descida da escada, o vestido está ficando cada vez mais sujo e você sabe que sua mãe fará você mesma lavá-lo, mas não importa, seu objetivo é importante demais.O que eles estão fazendo? Os cavalos avançam ... NÃO! O garoto bate com uma barra de ferro no rosto de um deles e é como se tivesse lhe cortado o coração, como ele podia ser tão maldoso e cruel com tal criatura? Ele some nas sombras, mas ele votaria, a menina se mantinha com o cavalo. Ei espera ela está subindo a escada de incêndio de perto de você.

Você só observava os movimentos violentos e graciosos da garota ruiva. Quando ela chegou perto o suficiente, junto a janela, já não sabendo se vibrava pelo cavalo ou pela menina.

- Não!

Você esbraveja quando vê a garota jogar vasos de planta pesados no cavalo, tentou impedir segurando-lhe o braço, mas a menina não escutou a a garota de vestido não conseguiu pegar-lhe o braço. Então você pula da escada de encontro ao cavalo, dessa vez quem tenta pegar-lhe o braço é a ruiva, mas você não dá essa chance à ela não é mesmo Joh?

A garota ruiva parecia não ver a de vestido, o cavalo parecia ferido, um sentimento te invade por um minuto , sua vida parece acabar diante dos seus olhos quando a ruiva enfiou a barra de ferro no cavalo e o fez sumir em uma nuvem de poeira diante dos seus olhos o ruivo se aproximou.

- Como você pode fazer isso com o cavalo?

A garota deixa um riso escapar, você via sua perna machucada. O ruivo jogou uma blusa e uma calça sobre seu corpo

- Troque-se, estamos atrasados e seja lá quem tenha nós mandado, vai querer minha cabeça em uma bandeja.

Você joga as roupas em um canto, tira os sapatos e ainda emburrada sai com passos firmes. Eles não te intimidam não é mesmo Joha? Oh não, você vê a morte quase todos os dias, porque eles te assustariam? Quem eles pensavam que eram pra falarem assim com você? Eles pararam na calçada quase entrando em um Táxi, mas então você se recusa a entrar de todas as formas plausíveis, oh não Joh não iria confiar neles.

- Vamos logo, eu não tenho tempo Barbie.

O ruivo falou o que só te deixa mais raivosa, a ruiva saiu do táxi, você ouvira o nome dela dito por Dimitri, era Wanda.

- Da pra você andar logo?Ou vou ter que ir aí te buscar, não tenho medo de cara amarrada, nem de uma garota mimada.

A Voz da ruiva saiu confiante, Você não é mimada, só um pouco revoltada, mas a ruiva, impôs respeito e você começou a ir a caminho do táxi, de uma maneira estranha você começa a gostar da ruiva, mas não transparece, não quer que a achem fraca. O taxista te olha, ele sabe quem você é, quem nessa cidade não sabe? Você se encolhe, percebe que os cortes em seu pulso ficaram a mostra, inutilmente você tenta esconder, tarde demais. Todos já sabem C, você irá confiar neles? Oh pobre anjo sendo arrastada sabes lá pra onde, oh pobre anjos sendo arrastada por sabes lá quem. Lágrimas começam a sair de seus olhos, você não tem para onde fugir, nesse momento queria ser uma mimada. Pelo menos alguém estaria te procurando, mas você não é isso não é Joha?

O Táxi parou, você nem pra fora olhou não é mesmo C? Wanda desceu, voltou não muito tempo depois com comida e algum dinheiro, eles pareciam mais famintos que você , o táxi continuou sua viagem pra sei lá aonde, você no entanto não aprecia tão interessada quando deveria estar, começou a amanhecer e como Wanda, você acabou por dormir, quando acordou estava no meio de uma estrada, deveria ter dormido demais, parecia já ter passado da hora do almoço, todos acordaram quando o Táxi parou, o garoto deu algumas moedinhas estranhas pro taxista que sumiu no horizonte seu novo desafio era subir uma enorme colina. Você engole à seco e começa a subir, algum barulho chama sua atenção, mas você não liga e continua a subir. Seu estomago dói, você comeu tudo e ainda não vomitou C? Parabéns meu anjo! Mas seu corpo não está acostumado, algo te alerta que é melhor colocar tudo para fora, antes que lhe aconteça algo ruim.


Pontos negros que pareciam pássaros começam a ficar maiores até que os três se dão conta de que são Harpias, o ruivo fica os distraindo, Wanda e você sobem correndo a enorme colina, mas, no entanto Joha, você não poderia deixar aquela criatura pra trás, volta enquanto Wanda continua subindo, ela vê duas Harpias já longe levando Dimitri, sobe atrás de Wanda que está a alguns metros de altura lutando com a harpia que a segurava pela gola da camisa, o único jeito era distrair. Um pequeno monte de pedrinhas foi sua única arma, Johanna anjinho não tem força pra acertar né até que... VOCÊ ACERTOU! A harpia olhou pra pequena loira e deixou a ruiva cair sobre a árvore despencando em alguns galhos, antes que você pudesse ir atrás de Wanda ela teve que se proteger pegando um galho, ele era forte e tinha uma ponta...Então você vê tudo ficar preto, sente uma tontura e a última coisa que ouve é a voz de sua mãe dizendo "Inútil".




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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Atena em Qua 17 Abr - 12:37




Johanna V. Bowes-Lyon, Não Reclamada.

Motivo, sinceramente, não entendi ainda porque deveria a por como minha filha, não encontrei alguns pontos chaves em sua ficha para poder te aceitar. Desculpe, tente de novo. =/



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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Angela Scherr Oliphant em Seg 22 Abr - 21:16



Nome? Angela Scherr Oliphant
Qual deus lhe agradaria como pai/mãe? Atena


Nunca tive muito apreço pelas cidades pequenas e tranquilas que há no país dos Estados Unidos, já que a quantidade de estruturas é muito pequena comparada com as enormes metrópoles compostas de prédios e construções. Sinto-me mais confortável com essas me cercando. E é por isso que eu residia em Seattle até um momento muito longo de minha vida. Eu sou nascida na década de 70 do século XX, para ser mais exata, agosto de 1971; e é claro que até hoje conservo a minha face de adolescente de... o quê, quinze anos? Estranho, pois em meados dos anos 80 – 1987 – eu comecei a ser perseguida por coisas estranhas. Criaturas estranhas se quer saber, pois estes não eram bem... humanos. Meu melhor amigo, Marcos, com um pequeno defeito de nascença que o havia feito meio aleijado e feições orientais; de repente começa a me dizer que Seattle não é mais segura para mim e me arrasta para outra cidade grande, me explicando coisas absurdas e incoerentes, mas que por fim eu fui encaixando; até que começou a fazer sentido, porém fora da realidade. Até chegarmos à Las Vegas, eu havia sido reclamada como filha de algum deus grego, porém Marc não teve tempo de me explicar o que era aquela coisa brilhando em cima de minha cabeça, já que quadras antes de chegarmos ao esconderijo planejado por ele, uma harpia nos ataca num beco escuro e nos obrigamos a virar um canto onde, para nosso azar era sem saída. “Marc, o que está acontecendo?” perguntei e ele começa a arriar as calças, revelando um traseiro de bode, balindo como um grito de guerra. Ele retira dois sabres de suas bainhas fixas a vestimentas em suas costas brilhantes para golpear a harpia que estava prestes a nos atacar, e eu não queria ficar parada. Agarrei uma tampa metálica de lixo que havia no fim do beco, calculei numa estimativa a força e a velocidade, mais o tipo de movimento que eu poderia utilizar para arremessar o metal contra a cabeça da harpia para dar uma vantagem para Marcos, porém meu cansaço não permitiu que eu utilizasse a força necessária. A harpia agarrou a tampa da lata de lixo e a esmurrou contra a cabeça de Marc, que desmaiou, me deixando sozinha. A coisa mais prudente que eu teria que fazer era pegar os dois sabres das mãos frouxas do sátiro e lutar. Foi isso que eu fiz, e executei movimentos que nem eu ao menos sabia que conseguiria fazer, o modo como minhas mãos manipulavam os sabres também era inacreditável já que nunca havia pego uma arma branca antes. E a facilidade de arquitetar um ataque que poderia impossibilitar a harpia de revidar era quase tão simples quanto respirar, porém houveram estratégias em falso, onde eu saíra com vários ferimentos antes de matar a harpia... e um mortal. Uma baixa, uma pessoa inocente que estava no beco na hora errada. E havia testemunhas no início do beco. Sacudi Marc com todo o desespero que eu tinha, enxugando o sangue de minhas mãos na minha jaqueta escura quando ele dá sinal de vida, exclamando num tom torturado de desespero “Marc eu matei um cara! Eu matei um cara, eu matei um cara!”. Ele me disse que era para eu ficar calma e que devíamos mudar de rota. Mesmo após uns cinco minutos de caminhada, ele se recusava a dizer alguma coisa, ele me colocou dentro de um local que eu não fazia ideia de que iria roubar anos da minha vida. O sátiro me abraçou rapidamente e me deu um beijo na testa, me dizendo “Em hipótese alguma saia daqui, entendeu? Você matou uma pessoa... Sim, eu sei que foi sem querer, mas autoridades virão atrás de ti. Eles não vão te achar aqui, e você ficará longe de problemas maiores se permanecer no local. Eu vou vir lhe buscar um dia, e enquanto isso use a sabedoria que você herdou dela.”. Ele colocara uma flor de lótus em minha boca, sem se importar com os meus protestos e saiu dali. Ela causou efeito em mim, como em todo mundo, e não saí do Cassino Lótus por um bom tempo. Muito tempo. Eu não deixava de fazer os meus dons matemáticos como muitos pensam, porém agora eu os utilizava para o divertimento, como calcular massa, peso e velocidade para os que tinham coragem, descer os corrimãos das escadas com um skate, elaborando manobras perfeitas para os garotos. Minhas estratégias eram desperdiçadas com os jogos de poker e em geral dos games de azar que havia ali no Cassino; porém o que pareceu questão de minutos na verdade eram anos. Foi isso que me explicou um Marc bem mais velho que foi me buscar do paraíso; onde agora estávamos num mundo onde o presidente é o Barack Obama e as nossas maiores preocupações – ou melhor, dos mortais apenas – eram o aquecimento global e a camada de ozônio. Marc me disse que devia uma resposta, dizer quem era minha mãe e eu apenas ergui a mão direita, o cortando e dizendo uma voz sombria “Eu sei, minha mãe é Atena.”.


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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Olimpiano em Ter 23 Abr - 12:55




Angela Monroe Farrel, Reclamada.



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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

Mensagem por Olimpiano em Seg 29 Abr - 11:52



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Re: Reclamação (Atena - 04/05/2013)

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