Ficha 3grandes 25/05/2013

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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Leonard W. Harrenhal em Sab 4 Maio - 18:26



Nome: Leonard W. Monartz
De qual deus deseja ser filho: Poseidon
Por que a escolha do deus: Porque eu adoro Poseidon, ele é o meu deus favorito, e eu acho que me encacho no perfil dos filhos dele, eu amo cavalos, e o mar, adoro viajar de navio e estar em contato com a água me relaxa (apesar de achar que isso relaxa todo mundo)
Missão:
Estava no Acampamento Meio-Sangue, crianças corriam de um lado para outro, o dia estava muito belo, porém ninguém que eu conhecia estava ali, apenas o bom e velho Quíron e o Sr. D, as crianças pareciam ter em torno de 13 a 20 anos, não sei porque as chamavas de crianças no sonho, até quando eu olhei no espelho e observei a minha face mais envelhecida com uma barba por fazer, eu deveria ter uns 28 anos, então... eu acordei, tudo passara apenas um mero sonho, porém, os sonhos de pessoas como eu, não são tão meros assim, as vezes, eles possuem relações com o nosso futuro. "Pelo menos ainda estou gato com 28", pensei. Porém a ideia entre ficar acordado e sonhando não eram tão boas assim, logo que abri os olhos me deparei dentro do labirinto, agora as lembranças voltavam ao meu ser, estava ali porque tinha que completar minha missão, entrei no labirinto para chegar ao meu destino, e até agora estou tentando sair, tinha parado para dar uma cochilada, logo me levantei, peguei minha mochila e minhas armas e continuei caminhando.
Passava de túnel a túnel até ouvir barulho de passos, era um som forte, o suficiente para fazer alguns túneis tremerem, me joguei em um canto e esperei o que fazia aquele barulho com minha espada de bronze celestial a mão, achava que a criatura não ia perceber que eu estava ali, e passaria direto para outro lugar, porém meu cheiro forte de semideus misturado com o cheiro de água do mar me entregou, o monstro correu em direção ao túnel que eu estava, observei a cabeça dele aparecer lentamente, era grande e possuía dois chifres grandes, era um minotauro, corri desesperadamente para o outro lado, virei a esquerda em alta velocidade, eu ouvia passos pesados a direta, no túnel ao lado, era o Minotauro, porém para piorar tudo, ouvi um rugido alto atrás de mim, virei minha cabeça e observei um leão correndo atrás de mim... Leão de Nemeia, corri desesperadamente até o minotauro virar a direita ficando frente a frente comigo, de um lado Minotauro e no outro Leão de Nemeia.
Consegui rastrear um grande lençol freático a cima de mim, poderia usar aquilo para afugentar o minotauro, mas não o Leão de Nemeia. "Preciso derrubar um de cada vez", pensei. Canalizei a água que se encontrava a cima e atirei um turbilhão no Leão de Nemeia, afastando ela por alguns metros. Corri em direção ao minotauro que corri em minha direção com um teco de beisebol gigante em punhos, ao chegar perto do Minotauro ele tentou bater com o taco, porém eu parei o golpe com minha espada, cravando-a na madeira que era composto o mesmo, tentei puxar a minha espada de volta, porém não consegui, dando tempo para o Minotauro me jogar com sua outra mão na parede, minhas omoplatas começaram a ficarem doloridas, a minha visão ficou turva, porém consegui ver o Leão de Nemeia se aproximar, conjurei mais litros de água o atirei na criatura, jogando-a longe de novo, o Minoutauro correu em minha direção, minha visão foi voltando ao normal, vi de relance uma grande mão vindo em minha direção, me abaixei e rolei para a direita, corri em direção a minha espada, que deveria ter caído do taco, o Minotauro veio atrás de mim, virei-me e conjurei um pouco de água no piso a frente do monstro, e em um piso em falso ele escorregou eu caiu, corri em direção ao mesmo, pulei em cima do monstro e com minha espada cortei sua cabeça, fazendo o mesmo virar pó, literalmente um pó dourado.
Não pude comemorar muito, pois enquanto me levantava e limpava o pó de minha camiseta, o Leão veio por traz de mim e com sua cabeça me jogou para o lado, bati com a cabeça na parede, minha cabeça deu voltas, fazendo eu vomitar. Levantei minha cabeça e vi o mostro se aproximar, conjurei de novo água no piso a frente da criatura, fazendo ela perder o controle e cair, tentei me levantar, porém cair, não tinha mais força para continuar, o Leão de Nemeia se levantou ainda confuso, porém logo voltou ao normal, andando em direção a mim, segurei minha espada firmemente, o Leão sentiu o movimento e correu em minha direção, porém outra coisa chamou minha atenção, duas salamandras estavam paradas a 50 metros de mim, lançaram fogo ao teto, assustando-me e o Leão também, a distração fora apenas momentânea, pois o Leão voltou sua atenção para mim e rugiu, correndo em direção a mim mostrando seus dentes afiados, era a minha derrota, mas não ia deixar eles ganharam tão facilmente, eu sabia que tinha um lençol freático a cima de nós, poderia usar aquilo recuperar minhas forças, e assim o fiz, conjurei a água e fiz uma parte dela descer, o suficiente para ceder o teto e inundar a sala, quando entrei em contato com a água recuperei minhas forças, olhei de um lado para o outro e vi as três criaturas, a água já tinha escoado, os monstros e eu estávamos molhados, as salamandras tentavam lançar fogo em mim, porém só saia fumaça, olhei para as Salamandras com um sorriso no rosto, apontei a minha mão para eles e três fios de águas foram lançados contra as duas salamandras se entrecruzando com uma força suficiente para cortar uma parede em dois.
As Salamandras já não existiam, elas estavam cortadas em pedacinhos a minha frente, porém sabia que isso não era o fim, o Leão de Nemeia estava apenas 5 metros atrás de mim, conjurei um pouco de água para me jogar para cima, e assim foi feito, a água me expeliu para cima bem na hora que o Leão passa por de baixo de mim, caio em cima dele, montado o mesmo, ele tenta de tudo para me derrubar, assim como um touro em nervos, queria acabar logo com aquilo, então peguei uma corda magica que nunca se rompia da mochila e enrolei no pescoço do monstro, fazendo ele morrer sufocado, os movimentos deles foram sumindo lentamente, até ele ficar em inercia, desci de cima do mesmo e continuei minha caminhada mancando até encontrar o fim do labirinto, achando que tudo aquilo iria terminar, estava enganado, uma esfinge esperava por mim, olhei ela atentamente e saquei minha espada, porém ela apenas fez uma charada.
- Se você acertar a charada você encontra-se livre do labirinto, porém se errar, perca-se para sempre dentro. Uma mulher e menina ao mesmo tempo sou. Na lua busco a calma de uma paixão que na constelação ficou. Seguidoras fieis eu ensino a alvejar. Não se engane com meu tamanho, tenho licença pra caçar. - Ele recitou.
- Lady Ártemis - Respondi, depois de pensar muito com as palavras "lua" "mulher e menina" "seguidores fieis" e "caçar".


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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Wench H. O'Crowninshield em Seg 6 Maio - 1:51



Nome: Wench Hurtz O'Crowninshield

De qual deus deseja ser filho: Zeus

Por que a escolha do deus: Zeus é meu Deus favorito, por sua personalidade forte igual a minha... E por ser o poderoso chefão do Olimpo. Ok, parei. Eu gosto de liberdade, e os céus passam essa ideia de algo sem limites, livre. É assim que sou.OS raios passam a brutalidade, e isso é o que não falta em mim.

Missão:

A manhã chegou mais rápido do que o previsto, deixando-me um pouco tensa, devo admitir. O chalé de Zeus nunca foi um lar para mim, afinal, esse é o lugar que me faz lembrar meu pai. E em uma lista de coisas que quero fazer, lembrar meu pai é a última delas. Ninguém nunca vai poder imaginar o ódio que sinto de Zeus, o modo com que ele abandonou minha mãe, o modo com que ele me abandonou. Que droga de Deus é tão desprovido de sentimentos a ponto de abandonar um filho? Certo, minha mãe nunca foi uma boa pessoa. Prostituta de luxo. Tinha tudo o que queria a partir do uso de seu corpo. Ela não foi uma boa influência para mim, sempre ausente, sempre cometendo erros, nunca me ajudando o dever de casa, nunca representando seu papel materno. Acho que isso me afundou tanto, que encontrei meu refúgio na música. Black Veil brides, Nirvana... Rock não é tão bem visto pela cultura do povo, mas quem disse que eu ligo?

Coloco um jeans preto rasgado no joelho, uma camiseta branca com uma caveira dourada na frente, prendo meu cabelo igualmente branco em um rabo de cavalo alto. Um All Star de couro e cano alto pra completar o visual, e algumas pulseiras pretas. Recuso-me a colocar a comum camiseta laranja do acampamento, eu não gosto de seguir padrões. Hoje vou treinar com minha lança perto da floresta, mesmo que seja cedo de mais pra isso. Seguro minha lança que fica ao lado de minha cama, abro a porta do meu chalé. Eu espero um dia comum e tedioso, se ao menos eu soubesse o que me espera... Atravesso o acampamento, ainda tonta pela sonolência. Minha lança parece bem mais pesada, mas julgo o fato por minha grande desatenção e falta de cuidado. Aproximo-me da entrada da floresta, mas antes, sento-me na famosa posição perna-de-índio atrás de uma árvore. Deixo a lança em meu colo, e permito-me um tempo pensando. Minha vida realmente mudou de uns tempos pra cá. Deuses, Olimpo, meio-sangue, Zeus... Essas palavras ficaram comuns em meu vocabulário. Minha mãe não está sentindo minha falta, disso eu tenho consciência. Se ela estiver sóbria o suficiente, deve estar em casa agora. Se não estiver... Nem Zeus sabe onde ela pode estar. A coisa acontece tão rápido, que mal tenho tempo de reagir. Sinto a pancada em minha têmpora, bem forte. Meu corpo para de responder aos comandos de meu cérebro, eu desmaio.

A escuridão e a inconsciência são minhas únicas companhias por um tempo, o que não é uma coisa boa, obviamente. A primeira coisa que sinto quando meus sentidos voltam, é meu corpo estirado no chão de forma absurdamente estranha. Assustada, levanto a cabeça, só pra encontrar a visão embaçada devido à tontura. Ótimo. Onde estou? Forço-me a pensar, chegando a beira do desespero. Onde diabos estou? Cá estou eu, sabe-se lá onde, apelando para Hades. Ao menos ele vai me ouvir? Não, isso não acontece. Os deuses não têm motivos para ouvir as preces de seus parentes. Afinal, o que representamos a eles? Um pouco tonta, e meio dolorida, fico de pé. A primeira coisa que registro é minha lança a poucos passos de distância, e uma adaga ao lado dela. Estou em uma espécie de corredor, um lugar apertado, a poucos metros o corredor divide-se em dois. Meu baixo conhecimento sobe Mitologia Grega dificulta meu reconhecimento do local, as poucas coisas que preenchem minha mente agora são os últimos instantes em que eu estava no acampamento, antes da pancada em minha têmpora, antes de ter desmaiado. Nada de diferente tinha acontecido. Então por que me trouxeram para esse lugar? Seguro minha lança com a mão direita, e com a esquerda a adaga. Nasci com um dom que aos poucos aprimorei, e hoje o domino muito bem. Sou ambidestra, sei muito bem como usar minha mão direita ou esquerda. Principalmente em lutas... Isso facilita bastante. Acho que quando você está em um lugar estranho, a coisa mais óbvia seria esperar algo acontecer, alguém aparecer, e principalmente manter a calma! Mas comigo não é assim, eu não consigo manter a calma. Minhas ações são tão impulsivas, que faço as coisas sem me dar conta de quais podem ser as consequências depois. É por isso que começo a correr, com lança e adaga em mãos, pronta para qualquer coisa. Ou pelo menos é isso que imagino.

Viro a direita, depois a esquerda, outra vez na direita. Sigo reto até o corredor acabar em uma parede, e sou obrigada a voltar e seguir na direção contraria. É só então que me dou conta... Um labirinto. O que uma pessoa ganharia me colocando aqui dentro? Pelos Deuses, e como é que sai daqui de dentro? As perguntas surgem em minha mente, mas do mesmo modo rápido que chegam, desaparecem assim que vejo as coisas. Não vou chama-las de animais, são grandes de mais para isso e cada uma irradia um poder intenso, algo mais monstruoso. Se eu fosse comparar, diria que são réplicas absurdamente assustadoras de lagartixas. Duas. Duas sabe-se lá o que. Mas seus olhinhos cravados em mim dizem que eu saber seus nomes, não vai fazer diferença. Mas o pior de tudo, é que consigo sentir o calor de seus corpos de onde estou. Se eu chegar perto, vai ficar quente demais e... Bem, vai ser churrasquinho de Wench. E isso não me parece uma boa ideia. Cuidadosamente, dou alguns passos para trás, mas os bichos avançam também. A única maneira de escapar seria enfrenta-los, e meu instinto de batalha soa antes de qualquer coisa. Confiante, dou alguns passos a frente, e jogo a lâmina de minha lança a frente de meu corpo. Só por proteção, claro. Eu só preciso de uma distração para os bichinhos amigáveis a minha frente, e atacarei de surpresa. Monstros grandes sempre tem uma desvantagem, eles não são espertos. Pensam em atacar diretamente, e não conseguem desviar no último segundo. E é isso que preciso, desse último segundo. Minha mira nunca foi das melhores, mas sendo filha de quem sou, o Deus que consegue acertar raios na cabeça de meros mortais – sim, isso acontece – devo ter alguma facilidade nisso. Jogo meu braço que segura a adaga na altura de meu pescoço, dobro meu pulso para trás e reúno toda força possível. Lanço a adaga. Ela não voa em linha reta, ao invés disso, sai girando enquanto sobe alguns metros, e desaparece atrás das duas lagartixas não-lagartixas. Os bichinhos adoráveis seguem a adaga com o olhar, e furiosos, vão checar o que é que caiu atrás deles. Aproximo-me suavemente, minha lança elétrica pode dar um jeito nesses dóceis animais para mim. Os dois não prestam atenção em mim, mas sei que isso vai durar pouco. Como sempre, é do último segundo que preciso. Atiro minha lança em direção ao primeiro, e o resultado sai melhor que o esperado. A lança crava-se no rabo de um dos bichos, atravessa o mesmo e com a ponta do outro lado crava-se na lateral do segundo animal. Resumindo: Um fica grudado pelo rabo na lateral do outro. Qualquer movimentação dos animais, e a lança rasgará as suas carnes monstruosas mais ainda. Eles sangram, ou pelo menos acho que sangram. É quando o choque vem, choque esse que é normal em minha lança. É fácil saber que os bichos não vão aguentar, eles tentam desesperadamente escapar, contorcendo-se brutalmente. Mas isso resulta em uma situação pior ainda: A lança rasga a carne dos monstros, seus machucados aumentam...

Os bichos já não existem mais, ou pelo menos não vão oferecer riscos. O que vejo agora é pó. Coisa comum entre os monstros, virar pó. Arfando, caminho até minha lança, a salvo do pó dos monstros e a limpo com a ponta de minha camiseta, malditos sejam esses monstros. Encontro à adaga cerca de vinte passos após a lança. Isso deve ser algum maldito teste do acampamento, ótimo. Se me colocaram nesse labirinto, querem que eu vença alguma coisa, ótimo mais uma vez. Sei que não me colocaram longe da saída, eles não são burros o suficiente para permitir que eu me perca aqui, o acampamento não quer perder campistas. Viro corredores aleatórios, mas sempre seguindo um padrão, entrando cada vez mais a direita. Saio em um lugar mais aberto. É um pequeno quadrado, cada lado do quadrado possui um corredor diferente. Eu vim do corredor leste, ainda tenho três opçõ... O tapa é tão forte, que meu corpo voa e choca-se contra a parede. Se eu não estivesse com minhas armas a frente do corpo, elas provavelmente estariam em meu corpo agora. Demoro a encontra-lo, mais ele é tão grande, que não é muito difícil. O Minotauro, o homem robusto e sem camisa com cara de touro. O homem-touro, touro-homem. Como seja seu nome ou definição, não importa, ainda não passa de mais um monstro burro. Ele vem em minha direção, e levanto apressadamente. Salto para a esquerda um pouco antes de ele chegar a dez passos. Infelizmente, não dá certo, calculei errado e executei minha ação bem antes do correto. Levo um segundo tapa violento, o que me derruba e me deixa tonta. Derruba... Permaneço no chão, enquanto Minotauro com seu nariz tenta me achar. Quando ele me encontra, o que faz? Obviamente, vem bufando em minha direção. No último segundo, estico meu corpo e deslizo por debaixo das pernas do pequeno touro. Acabo levando um tapa violento do rabo do touro, mas não tão forte. Fico em pé. Deslizo minha adaga em minha mão e jogo-me contra o monstro, e antes que ele venha em minha direção, lanço-me para a direita. Minotauro passa reto, e com ele de costas a mim, lanço minha adaga no bichano. Dou graças quando percebo que ela crava-se em seu pescoço. Obviamente, Minotauro se reduz a pó.

Quero sair desse labirinto, isso já está me deixando louca. Sigo pelo corredor ao lado do corredor que eu saí, na esperança de encontrar a saída. Estou cansada, mais insisto em andar, em ficar de pé, em seguir em frente. – Eu acho que vi um gatinho – Ironizo, quando encontro a saída. Mas para complicar minha vida, um leão tamanho GG dorme na frente dela, bloqueando o espaço. Seguro minhas armas rigidamente enquanto aproximo-me do gatinho... Ops, eu quis dizer leão. O bichano dorme de boca aberta, estou a quinze passos dele e já posso sentir seu mau hálito. Deve ser por isso que ele nunca fecha a boca. A adaga cai no chão, produzindo um grave som metálico. E o bichano acorda, para meu desespero. Ao me ver, ele solta um rugido. Já estou cansada, levei um tapa do Minotauro e estou tonta até agora, não aguento mais. É por isso que meu primeiro reflexo é jogar minha lança no animal, brutalmente. Descontando meu ódio nessa ação rápida. A lança solta fagulhas que entram em contato com os olhos do leão, antes da mesma adentrar em sua boca e cravar-se dolorosamente na língua do animal. Caio no chão, arfando. E sou atingida por uma chuva de pó de monstro. Tudo está doendo, principalmente meu abdômen e minhas costas. Arrasto-me até a saída que estava logo atrás do leão – leão esse que já não existe mais. Não me surpreendo quando encontro uma esfinge do lado de fora, mais não tenho tempo de focalizar a feição da tal esfinge. No chão, de olhos fechados, escuto atentamente as palavras logo pronunciadas. “Mulher e menina ao mesmo tempo sou. Na lua...” “constelação...” “Seguidoras fieis eu ensino a alvejar. Não se engane com meu tamanho, tenho licença pra caçar. “ . É com ajuda dessas poucas palavras e frases, que a pequena charada torna-se absurdamente fácil. Com a voz rouca e baixa, pronuncio – Ártemis... Lady Ártemis.

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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Beatrice Desbiens em Seg 6 Maio - 2:07

Nome: Beatrice Desbiens
De qual deus deseja ser filho: Poseidon
Por que a escolha do deus: Sempre adorei o mar, tendo eu mesma (player) nascido em uma cidade litorânea. E sempre gostei de cavalos, tendo uma égua chamada Açucena. Acho que faria jus a Beatrice entre os filhos de Poseidon.

Há pouco mais de uma semana, Beatrice ainda estava em sua casa. Sentia imensa falta de sua mãe Clarice, mas tinha que admitir que não estar sendo perseguida por um monte de bestas horrendas era uma melhora. Ainda não havia se acostumado completamente com o Acampamento Meio-Sangue. Havia coisas que jamais pensou que veria em sua vida. Só o centauro Quiron já era uma delas. Fora ele e o Senhor D. não havia ninguém além dos 20 anos de idade.
Ainda na noite passada Beatrice teve um sonho um tanto esquisito. Já fora informada que alguém como ela, uma meio-sangue, sonhos nunca são apenas sonhos. Sonhara com uma charada, Beatrice não lembrava completamente, mas sabia que era vital lembrar-se. Lembrava-se apenas das palavras “alvejar” e “caçar”, o que não a deixava nada feliz. Ao levantar-se da cama, podia ver no acampamento os primeiros sinais de que um novo dia começava. Todos já estavam a caminho de suas atividades matinais, entre treinamentos e outros afazeres. Volta e meia uma discussão. Nada de novidade.
Foi dito a Beatrice por Quiron que teria que entrar no labirinto de Dédalo. Uma missão realmente grande pra alguém que acabou de entrar pensou Beatrice. No punho de Zeus há uma passagem que leva ao labirinto. E assim Beatrice juntou suprimentos e sua espada, que no momento estava como um grampo de cabelo. Ao descer o túnel, a passagem logo se fechou, tornando a visão praticamente impossível. Ansiosa por estar desprotegida, Beatrice pegou o grampo de cabelo que prontamente se transformou em uma espada. A luminosidade do bronze celestial ajudava a enxergar melhor o recinto, mas não era o suficiente. Tendo que se contentar com o que havia, analisou o local onde estava. Era razoavelmente alto, de tijolos comuns. Sabia que deveria achar outra saída e tratou de começar a se movimentar.
Quanto mais Beatrice caminhava pelo túnel, mais ele mudava. Tijolos, pedra, concreto com canos, terra e raízes. Ao sair do ultimo túnel, se deparou com um local amplo, que não tinha nada de muito interessante. Apenas um recinto circular de concreto. Beatrice decidiu parar para descansar por uns minutos. Alimentou-se e bebeu água. Mas o cansaço e o estomago cheio fizeram-na abaixar a guarda, bem no momento que ela escuta passos ecoando pelos tuneis. Eram passos realmente pesados, o suficiente para fazer o chão sob ela tremer ligeiramente. Levantou-se depressa, esperando não ser muito tarde para correr, não sabia se seria capaz de enfrentar o que quer que fosse. Mas a criatura parecia ser grande, e se movimentar rápido, e chegando à câmara seguinte deparou-se com o se perseguidor.
O Minotauro. Beatrice por um instante ficou paralisada de terror, não fazia a mínima ideia de como enfrenta-lo, tendo uma semana só de acampamento e quase nada de esgrima. Mas sabia que correr não seria a solução. Preparou-se para lutar. Embora o Minotauro fosse forte, Beatrice era mais rápida em seus movimentos, apesar de que sua falta de habilidade em luta a deixasse ligeiramente em desvantagem. Beatrice tentava de todos os modos acertar o Minotauro enquanto esquivava-se de seus golpes. Beatrice sabia que a melhor forma era atingir sua garganta, ou coração. “Se é que essa coisa tem um.” Pensou a menina. Beatrice sabia que tinha que pensar em algo rápido, e apenas uma ideia veio a sua cabeça. Teria que fazer o Minotauro abaixar-se. Como faria isso? Ela tinha um plano, que poderia dar muito errado, mas que tinha que tentar. Entre se esquivar e tentar acerta-lo, começou a mirar na parte interna do joelho da criatura. Não tinha outra forma de fazer lhe abaixar-se, então quando desviou-se pela esquerda em um movimento rápido acertou atrás de seu joelho direito.
O Minotauro urrou em fúria enquanto aquele joelho alcançava o chão. Beatrice não perdeu tempo em subir nas costas do monstro e cravar a espada no pescoço dele, tendo segundos depois a pegando pelo braço e a arremessado contra a parede. Mas já era tarde, a pancada foi muita, mas quando abriu seus olhos viu o monstro se dissolver em pó, deixando sua espada e um chifre, como espólio de guerra. Beatrice foi até o local e pegou sua espada e o chifre, guardando o em sua mochila ficando com a espada em sua mão. Sabia que os perigos ainda não haviam acabado.
Tornando a se sentar por mais uns minutos, dessa vez se mantendo alerta sobre possíveis perigos, voltou a tomar água. Precisava estar hidratada para continuar. Após 5 minutos resolveu voltar a se movimentar, não dando chance pra outra criatura lhe farejar. Passados um tempo, o que lhe pareceu uma eternidade, não sabendo se era dia ou noite sentiu a sensação de que tinha algo a observando.
Ao virar-se se deparou com um leão de Meneia. Estava em um túnel estreito e escuro e sabia que não havia chance nenhuma de lutar com aquele monstro ali. Beatrice correu esperando encontrar um lugar mais amplo para o confronto, mas não encontrando, resolveu apelar para a sorte. Sabia que para qualquer meio-sangue, sorte era quase nula, mas não conseguia ver mais nenhuma alternativa. Beatrice sacou a espada, e segurando-a pela lâmina, esperou que o leão rugisse. Quando isso aconteceu, Beatrice jogou a espada em direção ao monstro. Não esperando para ver se atingiria, derrapou por um buraco ao final do corredor.
Ao levantar-se se viu em uma sala circular, iluminada por tochas, onde havia duas saídas de tuneis e uma porta. Diante a porta estava uma Esfinge encarando-a. Beatrice sabia que havia encontrado a saída, mas também sabia que a Esfinge não lhe deixaria passar por pura bondade. Foi quando ela falou: Dê-me a palavra certa, e livro-te deste labirinto, dê-me a resposta errada e perca-se para sempre dentro. Por fim, terminou dizendo a charada:
- Mulher e menina ao mesmo tempo sou. Na lua busco a calma de uma paixão que na constelação ficou. Seguidoras fieis eu ensino a alvejar. Não se engane com meu tamanho, tenho licença pra caçar. Beatrice sentiu que conhecia aqueles versos. Foi quando se lembrou de seu sonho, que estava avisando-a de que isso aconteceria. A menina pediu para que a Esfinge repetisse os versos, foi quando escutou rosnados que nada lhe agradou. Sabia que as palavras “alvejar” e “caçar” eram umas das palavras chaves, mas ao ouvir a charada, “lua” e “seguidoras” completaram o sentido. – Lady Ártemis. Respondeu Beatrice, sabendo que logo sua espada voltaria para seu bolso e em fim sairia daquele lugar horrível.
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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Poseidon em Dom 12 Maio - 23:51

Olha eu gostei das Duas histórias, ambas de boa narração, mais dessa
vez como os conceitos estavam muito unidos eu decidi escolher por estética,
pois os dois foram fantásticos, então escolhi o Leonard. Mesmo assim Beatrice
está de parabéns.

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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Zoë Gardnéer Pevensie em Dom 12 Maio - 23:57


❛TESTE DE RECLAMAÇÃO!❜
~ Nome: Zoë Gardnéer Pevensie.
~ De qual deus deseja ser filho: Zeus.
~ Por que a escolha do deus: De espírito aventureiro, assaz ousado, de temperamento um pouco diferenciado, com grande auto-confiança, convicção de suas capacidades, e grande desejo de se aventurar, de se pôr à prova, de estar ao ar livre, de estar perante a dificuldade, e vencê-la; assim é a personalidade de Zoë. E, consequentemente, o deus que mais se assemelha à ela e a sua personalidade, é Zeus, com qualidades e características presentes na garota. Sem contar que é um dos que mais me chama a atenção, principalmente pela grande quantidade de mistérios e lendas envoltos no deus, de grande responsabilidade, e importância. Além de que a cor do grupo é linda. -q
~ Missão: Você acabou entrando dentro do labirinto feito por Dédalo. Mas além do Minotauro a solta, você corre o risco de se deparar com duas salamandras e o Leão de Nameia. Atravesse se conseguir, procure a saída. Porém, na saída do labirinto há uma Esfinge lhe esperando. Dê a resposta certa e livre-se do labirinto ou dê a resposta errada e perca-se para sempre dentro. Charada: Mulher e menina ao mesmo tempo sou. Na lua busco a calma de uma paixão que na constelação ficou. Seguidoras fieis eu ensino a alvejar. Não se engane com meu tamanho, tenho licença pra caçar.

O dia estava, como na maioria dos demais do período daquele ano, em clima ameno, com um sol meio escondido sobre as nuvens brancas lá no céu, e com uma brisa suave, que variava um pouco para o frio, permeando pelo ambiente. New York sempre havia sido um dos lugares em que eu mais apreciava. As ruas, as árvores, as lojas, e, inclusive, o céu da cidade, eram dignos de serem apreciados e admirados. Claro que, ser criada em um mundo quase totalmente capitalista, me fizera ter certas inclinações para a apreciação de determinados prazeres. Todavia, nada se comparava a minha grande e insaciável sede de correr atrás dos meus objetivos, de enfrentar desafios. Alguns amigos costumavam referir-se a mim como "Dora Aventureira", mas principalmente pelo fato do "aventureira", porque eu, basicamente, não tinha mais quase nada semelhante à personagem de desenho infantil; nem macaco, por mais que eu quisesse ter um depois que havia feito uma visita a um zoológico na cidade. De qualquer forma, meu instinto e personalidade desafiadora, sempre viviam me metendo em grandes aventuras e confusões, ou, como dizia o anunciador da sessão da tarde, programa televisivo, "vai rolar muita confusão...". Não sabia exatamente o porquê, mas era algo que já fazia parte de mim. Eu também tinha uma grande auto-confiança, que me ajudava a encarar os desafios e problemas de frente. O que eu não sabia era que, naquele dia, uma aventura poderia ocasionar enormes mudanças em minha vida.

Como de costume, com uma camiseta meio antiga, calça jeans e tênis all star, saí logo pela manhã da minha casa em New York, para uma caminhada ao ar livre. Vivia me metendo em confusões nessas situações em que caminhava por lá. O maior problema era que minha mãe não gostava que eu saísse assim sem a companhia de alguém. E era exatamente por isso que ela vivia me orientando a sair, independente de para qual lugar fosse, com um amigo, Jack. Naquela manhã, como já era de hábito, ele estava em frente de casa, apenas me aguardando, e com uma expressão preguiçosa. - Vamos, Jack. Deixe de preguiça, seu grande preguiçoso. - Disse a ele, com um sorriso no rosto, enquanto esticava os braços, e fazia alguns alongamentos ali na calçada mesmo, antes de partirmos para a caminhada matinal. Ele me respondera com um bocejo, e um gesto com as mãos, como se indicasse que queria que saíssemos dali o quanto antes, para que retornássemos o mais rápido possível também. Respirando profundamente, apenas lembrei de algumas outras vezes que, no meio do passeio, eu poderia afirmar com quase total convicção que havia visto algo "sobrenatural" pelas ruas. Tanto que, certa vez tive a leve impressão de ter visto um cavalo alado, chamado de Pégaso pelo professor de História e Mitologia da escola, pousando em uma rua pouco movimentada da cidade. Mas, geralmente, em todos os casos, era Jack quem sempre me puxava, e não me deixava ver o que estava acontecendo, por mais que acabássemos nos metendo em confusões logo mais tarde.

- E aí, Jack? Como foi a sua noite de sono? Sonhou? Quer dizer, eu tive um sonho confuso hoje... Não, espera, deixa eu contar primeiro, depois você diz... - Disse a ele em tom descontraído, o vendo articular a boca pra falar, mas depois movendo a cabeça com um riso abafado. - Então... Foi muito estranho o sonho! Era como se eu estivesse dentro de uma arena gigante com uma plateia maior ainda; lembrava um pouco aqueles coliseus de Roma, sabe? De um lado estava eu com um elmo e uma espada que eu, por mais estranho que possa parecer a você, manipulava e empunhava muito bem, e do outro, um leão maior do que você pode imaginar. Ou não... anyway... E era como se tudo aquilo fosse muito real! A plateia queria que aquilo ocorresse; queria ver sangue... - Disse a Jack, com uma expressão de espanto visível no rosto. Era só um sonho... Não havia problemas... Ou ao menos torcia para que não houvesse problemas; não queria ter que me envolver em uma arena com um leão naquele instante. Ainda mais com aquele enorme... Por que será que havia sonhado com aquilo?

Jack pareceu um pouco perplexo e confuso a princípio, ou ao menos denotava certa impressão de espanto no rosto quando lhe mencionei o sonho. Todavia, tentou contornar o assunto, e me assegurou, reconfortou dizendo que aquilo era apenas um sonho... Apenas um sonho. Mantivemos a caminhada por um tempo, tempo esse em silêncio quase pleno, se não fosse pelo som da colisão dos calçados com o solo, e do ambiente ao redor. Até que, saindo da calçada, próximo a uma árvore na entrada do Central Park, Jack urrou alto. - Que é que você está pensando, Jack?! Está ficando louco? Vão achar que alguém está morrendo aqui... Ai... Que susto! - Exclamei ao rapaz, um pouco atônita. Com a mão ao peito, continuei a caminhada em meio ao gramado do Central Park; todavia, Jack não fazia o mesmo... Parecia perplexo... e horrorizado! Não havíamos andado muito, e já estávamos de frente com um lugar muito bonito, por sinal. Eram duas grandes árvores de folhas que se distinguiam das demais; sua coloração amarelada chamava a atenção para suas folhagens, que também cobriam o chão próximo a elas. Logo atrás do centro vazio entre as árvores, um lago de água cristalina refletia a luz do sol para algo no centro das árvores. Entretanto, era em constante movimento. Ou quase isso. Me aproximei aos poucos, e Jack logo bradou para que eu não avançasse. Temer o perigo sem antes tentar não era comigo; desculpa, Jack.

- AAAAAAH! O QUE É ISSO?! - Gritei, assustada, assim que meu corpo entrou em contato com algo pegajoso, porém invisível; ou quase isso. A exceção ocorria quando o reflexo do sol, e o do sol na água atingia a "coisa". Era... Uma teia de aranha imensa! Sentindo-me presa a ela, comecei a suplicar para que Jack me ajudasse, e me tirasse logo de uma vez dali. Porém, a visão do mesmo estava petrificada em um ponto logo acima de mim. UMA ARANHA? Quase; também pensei que seria, e, por um instante, quase foi... Uma luz forte pairava sob a minha cabeça, e logo uma pequena explosão fez com que tudo ao nosso redor ganhasse uma coloração branca como a neve... Era neve. - O que... - exclamei, depois caindo ao chão coberto de neve. Havia me desprendido da teia, talvez devido ao frio que fora efetivo contra a mesma. Tentando me levantar, mas não sentindo frio, vi uma mulher de vestes brancas caminhar por entre o lugar. De onde ela havia vindo? Logo tocou o nada entre as árvores, e parecia que algo havia se movido. No instante seguinte, sumira. Jack me avisara para não fazer o mesmo que ela. Mas quem disse que eu seguia as regras assim?

Caminhei em direção ponto de onde ela havia sumido de forma calma e devagar. Toquei com a polpa dos dedos a minha frente, e senti algo mole, similar a água, mas não úmido, tocá-la. Olhei surpresa para Jack com um sorriso instigador. Olhei novamente para o nada, e toquei o "nada" de novo. Só que dessa vez compressei os meus dedos contra, para ver se era fixo, ou se tinha algo além. Para a minha surpresa, minha mão sumira, e sentia que ela estava em outro ambiente. Sorri e olhei para Jack, que tratou imediatamente de correr em minha direção. Conhecendo bem ele, provavelmente faria o máximo para me tirar dali. Virei-me para ele, e dei uma piscadela, compressando então todo o meu corpo para o interior do nada. Entretanto, senti algo agarrando a minha perna. Eu estava totalmente em outro lugar, caída ao chão, exceto pelo tornozelo de uma das pernas que estava sendo puxado em outro lugar. No instante seguinte, Jack estava ao meu lado, e o nada sumira. A passagem se tornara invisível e sólida. Não havia formas de voltar, talvez... O que era aquilo? Aonde eu estava?

- Calma, Jack... Eu sei que vamos conseguir sair daqui... Só não sei como agora, mas... vamos conseguir, tá? Aliás, não tem nenhum problema, isso aqui deve ser algum programa de TV... Um seriado, talvez? - Disse ao Jack, esperançosa. Todavia, não adiantara nada. Jack ainda encontrava-se revoltado, e parecia bufar. Em determinado momento, gritou dizendo que não era seriado coisa alguma, mas sim que aquilo era sobrenatural, e o surreal existia. Era coisa dos deuses. Arregalei os olhos para ele assim que ele havia mencionado a frase. - Como é que é? Você disse "deuses"? - Indaguei, parecendo bem obstinada. Não desistiria fácil da informação, se era isso que ele pensava. Todavia, ele parecia apto a querer fazer mil e um rodeios, e não me dar a resposta logo de uma vez. Batendo o pé no chão em um passar compassado, esperei que Jack desenvolvesse a resposta, até ele desembuchar de vez.

- COMO É QUE É? DEUSES? EU, FILHA DE UM? - Exclamei, aos berros, na direção de Jack, que tentava pedir calma, e depois parou para me explicar outro fato. Segundo ele, não era algo com que eu deveria me assustar, que havia muitos outros como eu. Tudo bem... Então isso queria dizer que havia outros perdidos no mundo com amigos pirados que achavam que eram filhos de deuses gregos? Por favor... Entretanto, não demorou muito e Jack tinha ao invés de pernas humanas, um par de pernas de bode. Arregalei os olhos em sua direção, e ele, persistente, disse então que era na verdade um sátiro. Um sátiro convocado para me proteger. Ainda perplexa, mantive meus olhos fixos no rapaz, ou bode, ou meio rapaz, e meio bode, ou... Enfm! Segundo ele, eu era filha de Zeus, fruto de um romance que o mesmo tivera com a minha mãe. De acordo com Jack, isso era normal, com todos os deuses, exceto os três grandes, Zeus, Poseidon e Hades, os quais, por grande poder, haviam estabelecido um acordo de não terem filhos, principalmente pelo caos que poderia ser, ou por desejar supremacia sobre os demais, coisas relacionadas. O sátiro ainda enfatizou que esse tratado não foi cumprido com tanta convicção, tanto que eu havia nascido. - Mas... seu sou filha dele, como é que não me disseram antes? E eu não deveria viver no Olimpo, sei lá? - Perguntei ao sátiro que, prontamente, começou a responder as minhas dúvidas, dizendo que era perigoso eu saber demais sobre, principalmente porque havia criaturas ruins à solta, e elas podiam me atacar, e também era por essa razão que eu nunca saía sozinha. Segundo ele, o lugar próprio para as pessoas como eu era num tal de Acampamento Meio-Sangue, local onde seria enviada em breve, de acoro com Jack. O sátiro então revelara vários outros fatos sobre, e respondeu muitas das minhas perguntas, principalmente sobre habilidades especiais.

- Então quer dizer que se eu... - Comecei a falar novamente, já passando a compreender os fatos e fenômenos, principalmente pelo que eu já havia presenciado, e que comprovou e respondeu vários fatores antes incompreendidos por mim, sendo interrompida por um som estridente logo a frente. Olhando então para a origem do som, abismada, vi um como se fosse o indício de onde eu poderia estar; um labirinto... Um enorme labirinto! Jack me dissera que era o labirinto de Dédalo, e o que o som provavelmente era da criatura que ali habitava: o Minotauro. Em pânico, perguntei a ele para onde deveríamos ir, ou o que fazer, mas ele apenas deu de ombros, e abaixou a cabeça. A única palavra que saiu de sua boca em seguida foi "Poderes", dizendo depois "Zeus". Eu havia entendido o que ele tivera pretendido, mas... eu nem sabia o que eu podia fazer! Sequer sabia como fazer. Não obstante, eu e Jack desatamos a caminhar pelos caminhos perplexos e tortuosos do labirinto, tendo a impressão de termos passado por alguns lugares várias vezes. O labirinto de Dédalo seria o maior labirinto do mundo! Como é que poderiam querer que saíssemos dali? E por que eu havia caído ali? Seria talvez uma forma de eu descobrir a minha identidade? Mamãe ainda tinha umas boas explicações a me dar... Ô se tinha.

- Jack, Jack! Acho que eu ouvi algum som... - exclamei ao sátiro, apurando os ouvidos, ouvindo algo similar a um mugido, e passos. Parei de súbito, e fiz sinal com as mãos e com os lábios para Jack, que seguiu os comandos, também apurando os ouvidos. Começamos então a andar bem devagar e quase curvados, na tentativa de não fazer barulho algum. Foi quando que Jack pisou em um graveto, eu berrei, e um animal enorme irrompeu de um grande arbusto do labirinto. - Então ele é o... CORRE! - Comecei a dizer, impressionada com a cena que meus olhos contemplavam, depois caindo em si, e fugindo dali o quanto antes com Jack em meu encalço, e o Minotauro no rastro de ambos. Mantive a velocidade, correndo por todos os lados, tentando fugir e me desvencilhar do monstro. - Runf, runf... Você não sabe nenhuma forma de sairmos daqui? Não conhece esse lugar? Runf, runf... - Dizia a Jack arfando, indagando-o em meio à corrida. O que obtive como resposta, antes de ver um machado enorme passando ao meu lado, foi: "Você é a semideusa aqui, use os poderes do seu pai!" O que o sátiro não esperava, ou esperava sim, ninguém mandou não me ensinar nada a respeito antes, era que eu não sabia como fazer. - MAS EU NÃO SEI COMO! - Bradei, ainda correndo, e me desvencilhando de vários obstáculos pelo caminho, enquanto Jack fazia o mesmo. "Você já fez isso antes, controlar o ar, manipular a energia de casa... você já fez isso antes", dizia ele, arfando. Tudo fazia sentido; principalmente as ocasiões bem estranhas em que aquelas situações me envolveram. - Aaaai... mas... mas... como?! - Perguntei, mas ele nada me respondeu. Mantivemos a corrida, cada vez mais cansados, ao passo de que o Minotauro parecia cada vez menos exausto. Corri mais ainda. O problema estava diante de nós em questão de segundos, e não era o monstro; tampouco outra criatura.

- NÃO ACREDITO! SEM SAÍDA! - Gritei, horrorizada. Jack se jogou no chão ao meu lado, ao passo de que o Minotauro parara de correr, e eu tivera a impressão que ele sorria. "Use os seus poderes, use os seus poderes!", dizia o sátiro. Mas... como? Era hora de agir, parar de raciocinar tanto no momento, e deixar os instintos guiarem a situação. Parei de repente, e aprumei meu corpo deixando-o na posição que esqueci o nome, mantendo o corpo ereto, com os pés um pouco afastados um do outro. Olhava ao horizonte de forma vazia. Ventos começaram a se propagar por todo o local, e a visão e o som de raios e trovões era possível de ser visto e ouvido ao longe. Não sabia o que estava fazendo, e nem como. Era como se tudo fluísse por instinto. Meus cabelos esvoaçavam-se ao vento que batia de frente com o meu corpo, o que dificultou um pouco a minha visão em determinado momento, ao ver que, ao lado do Minotauro, duas salamandras e um Leão de Neméia (a julgar pelo que eu sabia das lendas mitológicas), o qual parecia demais com o leão do meu sonho que tivera outrora. Não podia deixar o medo tomar conta de mim. Mas era complicado... Os raios diminuiram a intensidade, e eu passei a ficar um pouco assustada. A tempestade logo cessaria, e as criaturas não demorariam a nos alcançar. Horrorizada, levei uma das mãos ao rosto, e, no mesmo instante, ouvi um grito de pavor vindo do meu lado; era Jack. Eu não podia deixá-lo ali, morrer por minha causa. Havia sido eu quem entrara ali dentro, e o atraíra para me seguir... Se eu não tivesse feito aquilo... Foi quando que, ao tirar a mão do rosto, bem atrás do grupo de criaturas, vi a mesma mulher que adentrara ao labirinto no Central Park olhando em minha direção, os vestidos brancos esvoaçando, e as madeixas negras sob um dos olhos claros penetrantes. Eu tinha que prosseguir; eu era capaz.

Fechando os meus olhos, cerrei os punhos, e deixei o instinto me guiar. As nuvens no céu tornaram-se escuras, e o som trovões tornaram-se audíveis, com os relâmpagos e raios visíveis. Sentia uma corrente elétrica percorrendo o meu corpo, foi quando abri os meus olhos. Os monstros estavam a pouquíssimos metros de distância, e olhavam de vez em vez para o céu escuro. Meus olhos faiscavam (segundo relatos do sátiro), e parecia fora de si. Movendo uma das mãos, empurrei uma grande massa de ar na direção dos monstros, que fez alguns caírem ao chão, outros rodopiarem no ar, e ainda outros mais resistentes serem levados a alguns metros de distância. Noutro movimento com a outra mão livre, uma onda de carga elétrica saiu em direção às criaturas, deixando-as, no mínimo, atordoadas, e algumas espatifadas no chão. Meu corpo começou a subir, a subir, a subir, e então, num menear de cabeça, tornei a mim mesma de forma mais precisa. Eu estava... voando?! Ao olhar para longe, vi algo que poderia significar o fim do labirinto. Alertei Jack, o orientando para que saíssemos dali o quanto antes, para que não ficássemos até as criaturas acordarem. Ele concordou prontamente. Pousando no chão, antes que me desequilibrasse no ar, e caísse, me juntei a Jack na corrida em terra na direção ao fim do labirinto. Estávamos livres... não podia ver a hora... Enfim, livres... Ou talvez, não exatamente.

"Hmmm... Olá! Mais algumas pessoas aqui, hmm, hmm... Isso é muito interessante!", dizia a voz de uma esfinge - que consegui distinguir vide os livros de mitologia da escola -, a mim e ao Jack. Ele estava mais horrorizado ainda, como se soubesse que só a Esfinge podia ser pior do que os monstros que nos encurralaram em momentos atrás. Não duvidava; charadas era o grande problema da Esfinge. Se errássemos, podíamos ser devorados, e permanecer no local de onde ela estivesse para sempre, segundo os contos e mitos. Provavelmente ela logo realizaria a sua... Esperava acertar... "Ora, ora... Que tal começarmos com uma charada? Se acertarem, estarão livres. Se errarem, bem... haha... É bom a mim, não é mesmo? Hmm, hmm... Mulher e menina ao mesmo tempo sou. Na lua busco a calma de uma paixão que na constelação ficou. Seguidoras fieis eu ensino a alvejar. Não se engane com meu tamanho, tenho licença pra caçar.", disse a esfinge, dando uma alta gargalhada, como se comemorasse para o jantar. Não podia dar o gostinho à ela... - Jack... Já sabe? - Perguntei ao mesmo, o qual balançou a cabeça negativamente. Provavelmente não prestara a atenção no enigma... Mulher e menina? Um amor na constelação? Seguidoras com arco-e-flecha? Representante da lua, da noite? Caçar? Já havia visto isso em algum lugar, tinha quase certeza disso... Foi quando lembrei-me da história de Órion, e a constelação que por ele era representada, ou que em sua homenagem fora criada. ÁRTEMIS! Só podia ser! Mas... e se não fosse? Eu não queria ser morta ali, não... Não custava tentar... Auto-confiança, auto-confiança... - Bem... Certamente a resposta é: Ártemis! - respondi, prontamente. A Esfinge parecia desapontada. Eu havia acertado! Sorridente, abracei Jack, que ainda parecia estar com preguiça, fato demonstrado por seu semblante preguiçoso. Abracei-o bem forte, e, simultaneamente, a Esfinge nos liberara dali. Havia sido questão de segundos, e já estava num quarto, sob uma cama. Não estava mais no Central Park, nem em labirinto algum... Teria sido aquilo tudo um sonho? Ao ajeitar-me no leito em que meu corpo repousava, vi, noutra cama, Jack deitado em sono profundo com suas patas de bode à mostra. Ri baixinho, e tive a impressão de ver um ser metade cavalo, e metade humano saindo do quarto... Era realmente um mistério, inclusive o lugar onde estava. Mas tinha tempo para resolver tudo; mas isso, mais tarde. Tinha que descansar. Dei uma pequena risada, e deitei novamente na cama que parecia de hospital, porém mais confortável e aconchegante, de onde eu estava, pensando em como seria logo depois que acordasse novamente.

TABLE BY: ZOË PEVENSIE


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Ficha 3grandes 25/05/2013

Mensagem por Zeus em Ter 14 Maio - 21:17

"ZOË GARDNÉER PEVENSIE, MINHA FILHA...
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Re: Ficha 3grandes 25/05/2013

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