Reclamações de Artemis - 27/07/2013

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Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Kenzie Kirsch Elks em Sab 13 Abr - 17:43

Nome? Jude Kirsch Elkz
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Filha de Atena... Caçadora de Ártemis
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)

Jude Kirsch Elkz guarde muito bem esse nome, pois quando ficar famosa provavelmente nem vou me lembrar de quem você é... Mesmo tendo apenas 15 anos já tenho todo o plano de minha vida montado por um bom tempo, claro que alguns imprevistos sempre podem acontecer porem para tudo se dá um jeito, digamos que tudo não passa de um grande plano estratégico, pretendo continuar no acampamento por onde já tenho morado por quase 3 anos, isso depois de uma longa história até chegar aqui, mas depois de toda aquela bagunça consegui voltar a organizar tudo em minha vida, como já disse estou aqui no acampamento desde meus 13 anos, meus pais mal falam mais comigo depois que quase explodi a casa da família com todos junto, bom na verdade não fui eu quem fiz isso, mas sim as criaturas que estavam atrás de mim, foi ai que fugi de casa, ao menos eu achei que isso seria melhor para eles, no começo mandava algumas cartas, mas depois de um tempo não me dei mais ao trabalho de fazer isso, eles nunca me respondiam nada, pelo caminho depois que já ter descoberto o que eu era acabei encontrando algumas amigos que tinham problemas bem parecidos com os meus e assim chegamos até o acampamento.

Foi pouco antes de meu pai assumir que eu não era filha de Laurie que e me contar de quem eu realmente era filha que os ataques começaram a acontecer, até esse ataque em que quase morri junto com todos, depois disso minha madrasta não me queria mais em casa, eles tinham filhos pequenos e eu era um risco para eles, era o que ela falava, mas na verdade sempre acreditei que ela era quem era um risco para a humanidade, não sabia como meu pai que era um homem de tão grande conhecimento tinha se casado com ela que mais parecia uma porta, mas segundo ela, era apenas amor e ele não tinha culpa dela ter tido poucos recursos para estudar quando pequena. Assim eu que sempre tivera as notas mais altas da classe em todas as matérias tinha me tornado o problema da família para todos eles e preferido manter todos vivos, mesmo sabendo que nem todos eles teriam feito isso por mim e foi assim que cheguei ao acampamento depois de conhecer Julian e Louis, irmãos gêmeos, suspeito que ambos eram filhos de Hermes ou Apolo, nunca tive muita certeza sobre isso e nem eles mesmo descobriram, foi com eles que aprendia a manejar um arco e flecha que hoje em dia era uma de minhas paixões. Nunca soube filho de quem eles eram, pois ambos assim como eu chegaram aqui com vários ferimentos e não resistiram, fui a única que sobrou.

Como boa filha de Atena não largo nunca de ter algum livro junto de mim, não importa qual seja a situação e com o tempo ando me tornando grande devota de Ártemis, ainda mais depois de conhecer Hector McKenzie Backer, filho de Ares, ficamos juntos por mais ou menos uns 6 meses, sabia que ele era bi, mas nunca esperei que seu amor por mim fosse tão falso assim, ao contrário do amor que sentia por ele, amor que hoje não existe mais, hoje tudo não passa de ódio. E assim penso em unir minhas duas paixões em apenas uma, me tornando agora uma caçadora, de forma que poderei aumentar ainda mais minha maestria com arco e flecha colocando em todas as nossas caçadas meus planos estratégicos, e sendo imortal poderia finalmente ter tempo para adquirir conhecimento de várias e várias coisas como sempre quis, seria simplesmente a união perfeita depois de tantos problemas.
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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Katherine H. Darkbloom em Sab 13 Abr - 21:23



Nome? Katherine Hastings Darkbloom

Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Acredito que sou filha de Apolo (sim, não fui reclama ainda), e quero ingressar na caçada

Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)
Nunca fui uma garota que se chamaria de popular. Eu era aquela garota quieta e de poucos e verdadeiros amigos, que na sala de aula falava apenas o necessário. Que observava e julgava todos silênciosamenteao seu ponto de vista, mas apesar disso era feliz em seu pequeno mundo particular. Aquela garota que chegava em casa, pegava seu violão e expressava tudo o que sentia em canções que vinham do fundo de seu coração. Sempre gostei de cantar e tocar, porém nunca tentei tocar outros instrumentos. Tenho que admitir que me considerava muito boa em escrever canções também, principalmente sobre desilusões amorosas, pelo fato de já ter enfrentado muitas. Definitivamente, a música era meu refúgiu. Era onde eu encontrava conforto enquanto me desligava do resto do mundo. As vezes gravava alguns videos fazendo cover de cantoras do momento e tais videos tinham uma quantidade razoável de visualizações e comentários promissores, o que me encorajava a postar mais. Em pouco tempo, postar videos no youtube se tornou mais que um passatempo de prazer para mim. Se tornou minha vida. Eu estava convicta de que tinha talento e estava certa de que era isso o que eu queria para mim.

Bom, eu praticamente cresci e aprendi a me virar sozinha. Eu não conhecia o meu pai, mas tinha uma boa mãe, que trabalhava muito para me dar o que eu queria. O problema era que ela era boa no que que fazia nos negócios da empresa e etc, o que levou ela ser promovida e passar cada vez menos tempo dentro de casa. Acho que se eu a via duas horas por dia, era muito, pois nos viamos apenas durante o café da manhã antes de ir para a escola e ela ir para o trabalho. Eu sempre quis saber quem era meu pai, mas minha mãe sempre dava um jeito de fugir do assunto. Nem preciso dizer que foi uma surpresa e tanto descobrir quem ele era... ou melhor, quem eu verdadeiramente era. Na verdade, não caiu a ficha ainda. Parece que nunca vou acreditar que um de meus melhores amigos se revelou um sátiro e me trouxe para um acampamento onde todos são proles de divindades mitológicas, assim como dizem que sou.



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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Jude L. Mormont em Seg 15 Abr - 21:28



Nome? Jude Underwood
Qual deus lhe agradaria como pai/mãe? Ártemis ou Poseidon
Conte um pouco da sua história. (20 linhas no mínimo)

COMO ME DESCOBRI MEIO-SANGUE


- Eu não quero ir de novo! - Gritei, trancando a porta pela centésima vez na vida. Meus tios Luci e Kevin batiam do lado de fora, suplicando por favor que eu arrumasse minhas malas pois estávamos atrasados. Nessa época eu tinha 12 anos, prestes a completar 13 e as coisas ficavam cada dia piores. Desde sei lá, quando eu nasci as coisas sempre foram estranhas pra mim, posso citar inúmeros exemplos, mas o que mais me marcou MESMO foi um dia na 2º série.

Nós tínhamos acabado de nos mudar pra Chicago, e eu estava tendo muita dificuldade em me habituar com o local, com o cotidiano novo e claro com a escola. Sair de uma cidadezinha pequena e pular pro meio do caos de Chicago me deixou com os nervos a flor-da-pele, o que é claro só piorou minha situação na escola, já que eu ainda não sabia ler e escrever direito devido ao deficit de atenção. Num desses dias minha tia Luci me deixou na escola junto com o Martin meu primo e filho deles. O Martin era legal, eu o amava como se fosse meu irmão mas ele era mais velho e já estava na 5º série, ou seja ele ficava do outro lado da escola, enquanto eu ficaria sozinha mais uma vez na sala de aula.

Entrei na sala sendo arrastada carinhosamente pela minha tia, ela me sentou no banco e disse - Jude, tente se comportar querida, eu sei que a mudança é cansativa, mas não faça nada de grave... só dificultaria mais termos de encontrar outra escola pra você... de novo. Eu suspirei cansada e disse - Tudo bem, mas aquela professora não gosta de mim - E olhei pra professora que fazia cara de limão azedo. Tia Luci riu, e eu sorri, e antes de ir ela disse - Lembre-se Jude, qualquer coisa me telefone ou ao Kevin, até mesmo ao Martin. E saiu andando nos seus pequenos passos nervosos.

Me recostei na cadeira, um pouco triste e alguns minutos depois a aula começou, a professora limão-azedo deu bom dia e disse - Queridos, eu preciso sair pra cuidar de assuntos pessoais, e como a escola não poderia deixá-los sem professor, eu trouxe a minha irmã para me substituir - Dito isto, uma moça loira, de olhos azuis e magra como um papel entrou na sala, se apresentou como Anne e sorriu pra turma. Eu fiquei surpresa, ela era totalmente diferente da nossa professora que parecia um jabuti de tão gorda e com a cara toda oleosa ainda por cima, mas bem ,sorri contente, ela era tão bonita... quem sabe fosse boa e divertida ao contrário da irmã. Depois da ladainha, a professora limão-azedo saiu da sala e deixou sua irmã conosco.

A aula começou indo bem, eu estava disposta a impressionar a professora portanto me esforcei ao máximo em não pedir ajuda na lição, e complementar tudo que pudesse das frases dela. As crianças entretanto pareciam sentir medo, e apesar de tudo vez ou outra eu mesma sentia um frio gélido percorrer minha espinha. Passada a primeira parte da aula, o sinal para o recreio tocou, todas as crianças saíram correndo da sala, algumas até deixaram a lancheira nas mesas. Eu estava fechando meu estojo já com a lancheira pendurada no braço quando a Profª Anne veio até mim e disse - Quão boa deve ser essa carne de meio-sangue? Eu olhei assustada, e fiquei mais assustada ainda quando ela me pegou pelo braço. Soltei um grito que foi abafado pela minha completa surpresa ao ver o rosto dela se transformando, e garras apertando meus pequenos braços, quando de repente... eu desmaiei.

Depois daquele dia nos fomos embora da cidade, e mesmo que eu insistisse na história da mulher monstro, meus tios e o Martin apenas sorriam achando que era coisa de criança assustada. O fato é que eles me diziam que Anne era uma sequestrada, e que queria me levar pra cobrar regaste, ela e a Profª limão-azedo estavam juntas nessa armação. Eu nunca acreditei muito nisso, eu ainda sentia o cheiro podre dela nos meus pesadelos, mas deixei passar, não foi a única vez que algo estranho me ocorreu.

Então, voltando aos gritos ensandecidos na porta do quarto. Dessa vez eu tinha decidido mesmo não ir, nos tínhamos saído de Illinois a 3 meses pra Nova York e eu tinha feito alguns amigos aqui, eu não queria deixá-los, eu não queria ir embora pra Memphis. Tudo culpa do tio Kevin com aquela porcaria de trabalho de repórter-investigativo, ele sempre nos fazia mudar de cidade a cidade pra fazer seu trabalho, Martin e tia Luci nunca reclamavam, e na verdade nem eu, afinal eu dependia deles desde bebê, meus pais morreram num acidente de carro quando eu nasci, e eles tinham me acolhido com todo amor. Mas eu não aguentava mais, aquilo tinha que ter um fim. Finalmente Martin bateu levemente na porta e disse - Hey Jude, mantenha a calma, faz o seguinte arruma as tuas coisas, papai e mamãe vão me ajudar a empacotar minhas coisas e todo o resto, quando você estiver mais calma me chama que eu te ajudo a levar pro caminhão, ok? Eu enxuguei uma lágrima enquanto ouvia meus tios dizerem que não deviam me deixar só, então eu disse - Tá bom, mas essa é a última vez.

Esperei alguns segundos, senti que eles tinham saído da porta. Peguei um casaco e pulei a janela caindo de bunda no chão, a casa não era alta apesar do meu quarto ficar no 2º andar, e além de tudo eu tinha facilidade em situações que demandassem algum pequeno esforço físico. Saí correndo, tentando não fazer barulho e segui direto pra casa do Jon, queria me despedir antes de ir embora. Chegando lá, ele não estava então eu decidi caminhar um pouco antes que anoitecesse totalmente e dessem pela minha falta em casa. Segui por alguns quarteirões, quando comecei a sentir que alguém vinha atrás de mim. Engoli em seco e apertei o passo, já estava escurecendo e eu pude notar a sombra daquele homem quase me cobrindo, virei o rosto mecanicamente pra trás e depois corri. Corri muito!

Entrava e saía das vielas mais estreitas mas sempre sentia os passos dele atrás de mim, numa dessas vielas vi Jon mancando do seu jeito costumeiro me chamar, gritei - Jon, saí daqui. SAÍ AGORA!! Mas ele não me deu ouvidos e saiu me puxando pela mão, nesse momento uma ira se apossou de mim e eu comecei a xingar o Jon, ele ia acabar morrendo por causa de mim. Ele me olhou assustado e disse que eu devia apenas continuar correndo que ele iria resolver tudo. Eu bufei, quase me virando pra trás pra mandar o maldito cara parar de me perseguir antes que eu enfiasse meu sapato na cara dele, mas quando notei já era tarde o homem estava me agarrando pela blusa, eu sentia o ar ir embora dos meus pulmões, mas não só pela corrida... o rosto dele, ele só tinha um olho... - AHHHHH - Gritei desnorteada e cheia de ódio daquela situação toda, me convenci de que não era um sonho quando notei que meu braço ia acabar quebrando de tanto que ele apertava com suas mãos de ferro.

Jon havia parado de correr e pela visão periférica eu notei que ele estava... tirando as calças. Olhei novamente para o ciclope e comecei a bater e cuspir naquela cara gigante e fedorenta, vi Jon pular em cima dele e pasmem... debaixo daquela calça e do andar manco haviam patas. Jon era um sátiro! Nessa hora eu quase fiquei tonta, mas me controlei, eu queria entender aquilo tudo, com a ajuda de Jon me soltei e peguei uma tampa de lixo daquelas bem grandes, joguei ela na cabeça do ciclope de modo que o deixei atordoado, Jon me ajudou nessa tarefa e quando corremos dali totalmente sujos e cansados, eu tinha certeza que o ciclope não nos perturbaria por hora.

Saímos de lá ainda correndo, ele me puxou e disse - Jude, Jude calma... Luci e Kevin... nos precisamos vê-los, vamos pra sua casa e lá te explicamos tudo, ok? - Eu ri, ri muito e de raiva, soltei a mão dele do meu braço e continuei correndo ao seu lado, eu ia saber sobre aquilo tudo finalmente, e dessa vez não seria enganada. Nem mesmo Jon que pensei ser meu amigo era verdadeiro. Chegamos em casa e Martin me recebeu com um abraço gritando pros pais que não precisavam mais me procurar. Eu me soltei dele e entrei com Jon que a essa hora já tinha colocado suas calças imundas.

Meus tios me abraçaram, mas eu me soltei novamente e disse - Não, não! Eu quero explicações, o que é isso tudo? Tinha um bicho de um olho só, era um homem, depois não, vocês não vão me enganar mais. Meus tios, Martin e Jon se entreolharam preocupados, Jon disse que não havia tempo e Martin me cutucou me mostrando minhas malas já feitas. Eu fiquei pasma, o que eles iam fazer comigo agora, pensei irritada. Titia pediu que eu me sentasse, e tio Kevin começou a falar - Jude, você é uma meio-sangue, filha de uma deusa com um humano... Sam, o seu pai era meu irmão, ele morreu como você sabe, mas antes ele nos explicou toda a sua história, e por isso mudei de emprego e nos sempre nos mudávamos, era pra evitar que algo pior te acontecesse... - Engoli em seco a raiva e continuei ouvindo a explicação, hm... acampamento meio-sangue, mas que droga deve ser essa, pensei.

No fim, eu tinha que ir embora, aparentemente Jon ia vomitar a qualquer instante e ali não era mais meu lugar, tinha que me preparar pra viver correndo de monstros agora. Martin levou minhas malas até a porta, eu fiquei triste por não poder mais ter meu primo perto. Jurei a mim mesma que muita gente ia pagar por isso. Abracei meus tios e no fundo agradeci a eles, que no final não tinham culpa de nada. Saí de casa com Jon, e o vi tirar uma moeda do bolso da calça, ele jogou-a pra cima e disse algumas palavras, revirei os olhos e vi um carro parar na minha frente. Ele me puxou e entramos no carro, espantosamente eu quase fiquei assustada com a forma como aquele automóvel corria. Algum tempo depois de muita tremedeira do Jon e do meu próprio silêncio irritado, saímos do carro em frente a uma colina.

- Ótimo, agora só falta você me dizer que temos de subir isso... - Jon me olhou assustado e disse - Jude, nós VAMOS subir e tem de ser rápido. E saiu me puxando pela mão numa corrida assustada. Quando estávamos quase no topo da colina ouvi rugidos ensandecidos, mas não olhei pra trás, usei o resto das minhas forças e corri ainda mais, até que chegamos na frente de um pinheiro, Jon disse alguma coisa e continuamos a correr, até que vi imagens de pessoas com camisetas laranjas, tudo foi ficando borrado e eu desmaiei, talvez de cansaço, talvez de ira e dor.


_________________

❤️ ------------------------------------------------------------------------------- And anytime you feel the pain Hey Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders. For well you know that it's a fool, who plays it cool, by making his world a little colder. Na na na na na na na na, hey jude don't let me down (♪
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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Meena L. O'Grady em Ter 16 Abr - 17:28

Nome? Meena Lawrence O'Grady
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Filha de Atena, e agora Caçadora de Ártemis.
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)

Três meses nesse acampamento. Três meses com uma vida absurdamente diferente, tudo é completamente novo, mas me acostumei tão fácil que já sinto-me como uma campista mais velha. Ontem de noite, um pouco antes do toque de recolher, Quíron anunciou que hoje teríamos uma visita especial no acampamento. Pessoas das quais ouvi falar, mais nunca realmente vi. Ártemis e suas caçadoras virão passar dois dias no acampamento. Acho que ela vai ser a primeira Deusa que irei realmente ver, e isso chega a ser desconfortável para mim. Afinal, como são os deuses? Sei que minha mãe, Atena, é loira e possui olhos cinzentos. Como eu e meus irmãos. Mas... Existem outros, certo? Eu sei que sim, e minha curiosidade em conhece-los é grande. Visto a camiseta laranja do acampamento, e coloco um jeans que aperta minhas coxas. Isso já basta, não preciso me arrumar tanto. Deixo meu cabelo loiro caído sobre meu ombro esquerdo, e pego meu livro de contos gregos antes de sair do meu chalé. Acordar cedo tornou-se rotina para mim, principalmente se quero usar o banheiro do chalé com maior privacidade. O sol está nascendo quando sento, ainda sozinha, na mesa de Atena para tomar café. Muitos campistas já estão ali, existe cerca de um ou dois ocupando cada mesa. Obviamente, os de Afrodite não estão aqui, acho que eles odeiam acordar mais cedo.

Noto uma presença diferente, uma menina jovem, com o cabelo ruivo, olhando diretamente para mim. Ao que parece, ela é alguns anos mais jovem que eu, mas não sei de qual deus ela é filha. Até que percebo. Pela ordem das mesas, a menina está sentada na de Ártemis. A deusa prometera ser virgem eternamente, então, obviamente, ela é alguma caçadora. Lanço meu melhor sorriso amigável à menina, e volto a prestar atenção a minha mesa. Como pouco, enquanto observo meus meios-irmãos chegando. O dia passa rápido, até que Quíron promove uma breve reunião à frente dos chalés. A menina ruiva, seguida por diversas meninas, está no centro. Aperto-me entre os campistas, até chegar na frente de todos. É quando a coisa toda é explicada, e eu me surpreendo com a situação. A ruiva, na verdade, é Ártemis. A que me encarou enquanto eu comia. As outras são as caçadoras, meninas que juraram a virgindade eterna e em troca ganharam a imortalidade. Preciso de um tempo para processar a situação... Imortalidade? A ideia me parece incrível.

Um pouco antes de voltar ao meu chalé, decido visitar o chalé das caçadoras. Algo nelas me encanta, são meninas dignas de respeito, e... Quem sabe? Bato na porta e uma garotinha loira me atende, deve ter uns oito anos, mais quando ela fala sua voz soa completamente adulta – Lady Ártemis disse que você viria, entre. – Ela me lança um sorriso , e sou obrigada a retribuir educadamente. Encontro Ártemis sentada em uma cama, rodeada por garotas que escutam atentamente uma longa história que só é interrompida pela minha presença. E pelo veado, deitado no colo de Ártemis, roncando. Dou um sorriso – Olá... Ártemis. Eu vim... Bem... Acho que... Em busca de pessoas diferentes para conversar, quem sabe. – Ela sorri para mim, e convida-me para sentar-me. Sento no chão, ao lado de uma garota morena, um pouco mais velha que eu, mas que possui uma linda tiara. Ártemis, com sua voz doce e educadíssima, fala – Vi em você o que vi em todas que hoje me seguem. Garotas não são obrigadas a ficar neste pobre acampamento, largadas, obrigadas a lutar com homens ou obrigadas a estar em grupo com os mesmos. Garotas possuem uma segunda chance. Você é um pouquinho curiosa, não? Seria por isso que veio até aqui? – A ideia, na verdade, estava formada em minha cabeça desde que ouvi falar no acampamento das caçadoras. Lutar com monstros... Mostrar para minha mãe que sou capaz de alguma coisa. Atena teria orgulho de mim? Ártemis e as caçadoras seriam uma boa família? A frase sai de minha boca sem que eu possa conte-la – Quero me juntar à caçada, sei que como filha de Atena, sou suficientemente forte e inteligente para isso. – As garotas a minha volta estão em silêncio, de modo que apenas a voz de Ártemis ecoa pelo chalé – Era o que eu temia. Brittany, quer dizer a filha de Atena o que fazer? – Descubro que Brittany, é a garota morena ao meu lado. Ela sorri para mim como se eu fosse sua irmã, como se me conhecesse a anos. A menina diz para mim uma frase, e eu repito - Eu me submeto à deusa Ártemis. Abandono à companhia dos homens, aceito a virgindade eterna, e me junto à Caça. – Algo dentro de mim cresce como uma sensação grande de perda. Mas não vou voltar atrás. Troco olhares com todas ali, até mesmo com a Deusa. E ela diz – Eu aceito. – E é quando tudo acontece. Como e o mundo a minha volta parasse, tudo mais devagar. Sinto um poder forte crescendo, um sentimento de grandeza, poder.

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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Ártemis em Qua 17 Abr - 20:24

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Obs.: Achei a história muito boa, mas parecia faltar alguma coisa. Seria legal fazer algo mais explicado e, ao mesmo tempo, mais direto.
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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Baby Beni-Desiré em Qua 17 Abr - 20:24

Nome? Aimee Beni-Desiré
Qual Deus lhe agradaria como pai/mãe? Deméter... Caçadora de Ártemis
Conte um pouco de sua história. (20 linhas no minimo)

Dizem que as melhores coisas da vida são experimentadas aos poucos, e venho aqui contar a todos como consegui minha imortalidade, pagando um preço realmente alto. Eu havia sido reclamada a pouco mais de um mês, após passar dois anos no chalé de Hermes, como uma reles indeterminada. Não conheci minha mãe, obviamente, Deméter não se preocupou em dar a uma de suas poucas filhas um lugar decente para morar por dois anos, por que iria se dar ao trabalho de vir me ver? É claro que não iria. O acampamento sempre fora um lugar legal, mas agora havia algo diferente nele, é claro, Ártemis e suas caçadoras ocupavam uma das mesas do refeitorio principal, cujo o nome eu me esqueci. Pavilhão alguma coisa, não sei. Um local ao ar livre onde nunca chovia, a não ser é claro se o maldito Dionísio permitisse, mas ele não era muito de molhar seu terninho caro. Eu admirava elas de longe, sorrindo vez ou outra para as garotas imortais que passavam ao meu lado, e uma estranha animação percorria meu corpo com sua gentileza, e até mesmo eu me permitia rir vez ou outra ao ouvi-las insultando os garotos com girias de sei lá, vinte anos atrás.

Certo dia eu estava na floresta a passeio, realmente não havia muito a fazer no acampamento em dias de semana, e como o chalé de Deméter era deveras pequeno, gostávamos de tirar um dia para nós mesmas, explorar as florestas, adentrar um pouco mais na mata, as ninfas das florestas nos adoravam, mas isso era um caso a parte. Meus cabelos loiros caíam como uma cascata sobre meus ombros, cobertos pela blusa laranja do acampamento, também trajava a típica calça jeans justa no corpo, macia e confortável. No momento eu me encontrava sentada ao pé de uma árvore, distraída com as plantas ao meu redor, que pareciam ganhar um brilho a mais a cada toque meu, tanto que mal percebi a garotinha que se aproximava.

Tenho que admitir que mesmo com aquele corpo infantil, ela era muito habilidosa e sorrateira, mal percebi quando ela esgueirou-se para o meu lado e sorriu, dando-me um susto. Me sentia um pouco deslocada perto de uma deusa, ela era muito bela, uma beleza jovial e infantil, mas a cima de tudo uma beleza natural. Seus cabelos estavam presos em uma trança lateral, deixando exposto seu rosto delicado. Se não fosse uma eterna donzela virgem, poderia muito bem ter ficado com quantos garotos quisesse quando maior, e na idade adulta, seria uma mulher muito esbelta, mas em seu corpo infantil, ela parecia algum tipo de princesa antiga ou coisa parecida, aparentava não ter mais que quatorze anos. - Ártemis. - Sussurrei, ela assentiu com um sorriso. "Sabe por que estou aqui, querida?" Sua voz era doce e calma, a minutos atrás eu não faria ideia alguma do que ela queria dizer, mas a minha frente, com aquele sorriso, e os braços abertos para mim - não literalmente - eu não tinha duvida alguma do que a deusa desejava.

- Mas eu... Lady Ártemis? - Ela permaneceu quieta, apenas assentindo com a cabeça, mas logo desatou a falar. Que eu era especial eu não sabia, mas ouvir isso saindo de sua boca me fez parecer uma pessoa querida, como se meu pai nunca tivesse morrido, e minha mãe nunca tivesse me deixado. "Você sabe o que lhe espera querida, é só repetir o que eu digo e não precisar-a submeter-se a homens novamente, não precisará submeter-se a ninguém" Ouvir isso de uma criança pareceria hilário, se não fosse pela firmeza na voz da garota, ou melhor, da deusa. Eu assenti com a cabeça, e aos poucos repeti o que ela dizia. - u me submeto à deusa Ártemis. Abandono à companhia dos homens, aceito a virgindade eterna, e me junto à Caça. - O sorriso de Ártemis se alarga, e as palavras de aceitação pulam de sua boca com uma satisfação imensa.

O que sinto a seguir é uma coisa que nunca poderei realmente explicar, eu me senti bem, me senti livre, e acima de tudo, senti como se o tempo tivesse parado ao meu redor, como se ele simplesmente nunca tivesse existido, e quer saber? A sensação é ótima. A ficha só veio cair horas depois, quando eu já arrumava minhas coisas para mudar-me para o chalé de Ártemis. Eu havia me proibido de ter homens, de ter amor, havia me rendido totalmente a caça e a Ártemis, e essa seria minha vida agora, teria que aguentar, se não, as consequências não seriam nada boas, mas a realidade? Eu não me arrependia de absolutamente nada.
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informações a parte:

Bom tia Árt, vi que você reclamou a Katherine sem ela já ter sido reclamada (?) e como suas vaguinhas já estão acabando, decidi postar logo, obrigadinha sz

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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

Mensagem por Ártemis em Qui 18 Abr - 0:18

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Re: Reclamações de Artemis - 27/07/2013

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